Warning, Incubus.



Uma das mais bonitas composições de Brandon Boyd e companhia.
Fica a mensagem. ;D

Letra:

Warning.

Bat your eyes girl.
Be otherworldly.
Count your blessings.
Seduce a stranger.
What's so wrong with being happy?
Kudos to those who see through sickness... yeah

Over and over and over and over...

She woke in the morning.
She knew that her life had passed her by
She called out a warning.
Don't ever let life pass you by.

I suggest we
Learn to love ourselves,
Before its made illegal
When will we learn, When will we change
Just in time to see it all come down

Those left standing will make millions
Writing books on ways it should have been

She woke in the morning.
She knew that her life had passed her by
She called out a warning.
Don't ever let life pass you by.

Floating in this cosmic Jacuzzi
We are like frogs oblivious
To the water starting to boil,
No one flinches - we all float face down

She woke in the morning.
She knew that her life had passed her by
And she called out a warning.
Don't ever let life pass you by.
Pass you by.

.Wesley

Resto do Post

Charge

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New Super Mario Bros. Wii

Pessoal se eu tivesse um Wii eu comprava esse game hoje mesmo...

Casa mal assombrada de Gilberto Freyre é aberta à visitação



Casa mal assombrada de Gilberto Freyre é aberta à visitação

Além de uma obra fundamental sobre o Brasil, 'Casagrande' e 'Senzala', Gilberto Freyre escreveu também sobre as casas mal assombradas do Recife.

Mônica Silveira Recife, PE


Isso mesmo: casas mal assombradas, aparições, que os turistas podem conhecer agora na Casa Museu Magdalena e Gilberto Freyre.

O cenário é a Vivenda de Santo Antônio e a visita começa nos jardins.

Para cada visitante uma vela. Todos com muita tensão, quase em silêncio olham para tudo, desconfiados. Eles são guiados pelo velho Zuavo, acendedor de lamparinas, sabedor de coisas. Nesses encontros dos curiosos com as coisas do além, são os monitores da casa Museu Madalena e Gilberto Freyre que fazem a recepção.

A história dessa noite no museu começou faz tempo em 1929. Gilberto Freyre era o diretor do jornal 'A Província', do Recife. Um dia foi procurado por um homem com um pedido inusitado. Queria que ele, Freyre, falasse com o chefe da polícia para acabar de vez com as assombrações que andavam atormentando a vida do sujeito.

Gilberto Freyre decidiu escalar um repórter para investigar os malassombros do Recife velho, que, eles viraram livro, publicado somente em 1955, onde foi incluído um inventário de 12 prédios habitados por forças sobrenaturais.

"O desafio é transferir o imaginário dos anos 40, 50 para as novas gerações e mostrar como foi importante para Gilberto Freire fazer esse registro", afirma o coordenador do projeto, João Freire Neto.

O casarão onde o sociólogo Gilberto Freire morou por 40 anos com Dona Madalena e criou os dois filhos tem todos os móveis e objetos preservados. É como se ele ainda vivesse aqui.

Viver as descobertas de Freyre nesse assustador Recife assombrado somente uma noite por mês. É pegar ou largar. "Eu achei fantástico transpor o universo literário de Gilberto Freyre para dentro da casa onde ele viveu", afirma o advogado, Daniel Barreira. A censura é livre e não há como não sair daqui com histórias para alimentar muita conversa por aí.

"Eu vou contar que eu fiquei com medo porque no início eu ouvi um barulho, como se tivesse quebrando as coisas. Aí apareceu o papa-figo, as outras pessoas, aí dava um pouco de medo", conta Maria Luiza Leitão, de 11 anos.

Fonte: G1 - http://g1.globo.com/jornaldaglobo/0,,MUL1392843-16021,00-CASA+MAL+ASSOMBRADA+DE+GILBERTO+FREYRE+E+ABERTA+A+VISITACAO.html

Efeito

hauhauhauhauha... estayle mermao!

E deu bonde... =/


É... infelizmente a Chapa Bonde do Amor "ganhou" as eleições deste ano. Temos que concordar e eu já disse isso no blog, que foi a melhor chapa dos últimos 3 ou 4 anos na UEM, não que isso queira dizer muita coisa, pois as anteriores eram extremamente ruins, mas isso deu muita sustancia para a campanha deste ano. Espero que os estudantes vigiem os procedimentos desta chapa e não apareçam apenas no momento das eleições, prometendo mundos e fundos. Mais um ano de bonde? Ainda bem que atualmente de nada me interessa o movimento estudantil... mas fico triste com a banalização da política e os fins aos quais o DCE foi formulado inicialmente.

Eleições DCE

Vergonhosa a história da urna violada. Todos os anos ocorre invariavelmente alguma história parecida, já passou da hora da adoção de urnas eletronicas e de um maior rigor na escolha da comissão eleitoral

Sobre a Impugnação da Chapa Descentralize

Vamos ser sinceros. Tem certas pessoas na UEM que pensam que a Universidade é a casa da mãe joana onde podem fazer o que quiser que não terão nenhum tipo de retaliação. Não pretendo me estender, mas queria apenas comentar que para uma chapa que almejava liderar o Diretorio Central do Estudantes no ano de 2010, teria que ter um minimo de noçao do que é um patrimonio público e deveria saber que devemos respeitar os funcionarios desta instituição.

Mas o que mais me revolta, e realmente eu fiquei muito puto da vida quando soube da noticia que a faxineira havia encontrado drogas no comite desta Chapa. Fiquei ontem a tarde me questionando sobre o que estas pessoas pensam da vida? Toda vez que volto para a regiao de Sorocaba/Marinque/Aluminio vejo vários amigos meus que nao tiveram a oportunidade de fazer uma faculdade publica tendo de se matar trabalhando e estudando, sonhando com uma bolsa do PROUNI da vida, ou um financiamento do FIES, coisa que nao acontece de uma hora para outra, me sinto de certa forma até privilegiado de alguma, forma, a oportunidade deveria existir para todos. Em contrapartida, eu vejo essas pessoas, as quais tem praticamente tudo na vida, toda oportunidade para deslanchar em suas carreiras e ficam ae se fazendo de coitadinhos, de revolucionários, de anarquistas, etc.

A impugnaçao da chapa foi corretíssima, e mais, a UEM deveria processar os estudantes desta chapa. A instuição é um espaço de ensino e pesquisa, e não um canteiro de drogados. E não me venham com a desculpa mais que esfarrapada de que pessoas poderiam ter jogado drogas de fora do prédio para dentro do comite, essa foi de tirar uma onda ferrenha com a cara dos estudantes. Quem condena essa situação é palhaço agora? E outra os membros desta chapa já possuem antecedentes demais para que percam qualquer confiança por parte dos estudantes da universidade.

Uma coisa que sempre comento com meus colegas é que quando vou a congressos, seminários, praticamente nunca vejo estas pessoas. Nunca as vi desenvolvendo pesquisas, correndo atras de bolsas, apresentando trabalhos. E depois eles me dizem que querem lutar por isso. E eu é que sou contraditório.

Mas uma coisa eu tenho que concordar, a mesma deveria ter um direito de se defender, de tentar ao menos justificar algo injustificável. Mas poxa, já está mais do que na hora de vocês amadurecerem. Lutar pela universidade é fazer dela um lugar de destaque e não uma anarquia onde cada um faz o que bem entende e esta tudo bem. A palavra de uma funcionário da UEM tem zilhoes de vezes mais credibilidade de qualquer um de vocês. E me choca ver que tem pessoas que defendem vocês ainda. É de lascar.

Filosofia/UEM promove Jornada de Teoria Crítica

Amanha, dia 27, o Departamento de Filosofia (DFL) da UEM promove a Jornada de Teoria de Crítica. Será no Auditório da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento Científico (FADEC), das 13h30 às 20h30.

A palestra de abertura será sobre Crítica e Práxis, proferida por Wolfgang Leo Maar, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). Ainda haverá palestras sobre Max Horkheimer, Adorno e a Psicanálise, Filosofia Política e Antropologia e Cultura e Sociedade Unidimensional.

As inscrições podem ser feitas por meio do site www.uem.br, na seção Guia de Recolhimento. O código a ser informado é o 2302. Mais informações pelo telefone 3261-8925 ou pelo e-mail sec-dfl@uem.brEste endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de Javascript habilitado para vê-lo.

*

Agora a roupa suja... =]

O interessante desta jornada é que o organizador dela, o Prof. Dr. Robespierre de Oliveira, não irá comparecer ao evento. O_o. Um segundo ponto interessante é que ele possui um grupo de estudos de Teoria Crítica, porém o evento não abriu espaço para comunicação. O_o. Ou seja, um evento que seria uma oportunidade para a divulgaçao do grupo, nao abre espaço para o mesmo divulgar seus textos e projetos... tem coisa que ocorre apenas na universidade mesmo... é pra acabar... mas enfim... vai ser um evento interessante, mas poxa...

Charge

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Sheila Mello toma banho refrescante

CINECLUBES E CLUBES

CINECLUBES E CLUBES
de Laurent Mannoni (tradução de Fausto Douglas Correa)

Desfaçamos uma lenda: o termo cine clube não foi criado por Louis Delluc, em 1920. Em 14 de Abril de 1907, Edmond Benoit-Lévy, diretor da revista Phono-Ciné-Gazette, anuncia a fundação do primeiro ciné-club, instalado nº 5, Boulevard Montmartre, em Paris, na sede de um cinema Pathé e da futura sociedade Omnia. Este cineclube oferecia aos seus membros, um lugar de reunião, uma sala de projeção, uma biblioteca, um Boletim Oficial do Cineclube. Tinha por finalidade “trabalhar no desenvolvimento e no progresso do cinematógrafo de todos os pontos de vista”, mas “interditando toda discussão religiosa ou política”.

Esta primeira tentativa desaparece rapidamente. É preciso esperar o ano de 1920 para ver reaparecer, na imprensa, a palavra cineclube, com Louis Delluc e Charles de Vesme, que lançam em 14 de janeiro de 1920 Le journal du ciné-club Onze dias transcorreriam até eles criarem o Cineclube da França, “com a finalidade de agrupar os profissionais e os amantes do cinematógrafo, na capital e no interior, de maneira a lhes permitir uma reunião”. O jornal do cineclube se dirige aos habitués de cinema, e agrupa “uma elite de escritores se endereçando a uma elite de leitores”.

A primeira grande reunião do Cineclube da França ocorreu em 12 de junho de 1920, na sala Pépiniére-Cinéma. Emile Cohl falou sobre desenhos animados, seguido de André Antoine que debateu o “cinema de ontem, de hoje e do amanhã”, com projeções de filmes antigos. Foi um sucesso.

Entretanto, Louis Delluc deixa rapidamente O jornal do cineclube (Le Journal du Ciné-Club) para a Fumaça Negra. A revista deixa de circular em 11 de fevereiro de 1921. Este ano é rico em eventos. O termo cineclube está definitivamente lançado, assim como a moda de associações, clubes e grupos cinematográficos de todo gênero e de revistas independentes, onde aparecem os primeiros artigos teóricos e críticos. Trata-se de um fenômeno francês, e nenhum outro país – à exceção da URSS – conhecerá tal eclosão de debates estéticos em torno do cinema. Os Clubes foram uma parte muito importante do aparecimento das vanguardas cinematográficas francesas.

Em 6 de maio de 1921, Louis Delluc publicou o primeiro número de Cinéa, hebdomadário de grande qualidade que ele dirigiu apenas até novembro de 1922. Cinéa organizo matinês, e a primeira, em 14 de novembro de 1921, revelou aos franceses O gabinete do Doutor Caligari (1919) de Robert Wiene, o que sucitou debates polêmicos. Em 22 de janeiro de 1922, Louis Delluc ministra uma conferência sobre o Cinema, arte popular, no Colisée, acompanhado de Marcel L’Herbier, que apresenta seu filme experimental Prométhée…banquier.

O poeta italiano Ricciotto Canudo retoma de Louis Delluc a idéia de cineclube e, em 26 de março de 1921, Ciné-Journal anuncia a criação do Clube dos Amigos da Sétima Arte (CASA). Canudo quer “afirmar por todos os meios o caráter artístico do cinema, o cinema sendo irrefutavelmente uma arte, a sétima”. Ele queria assim “elevar o nível intelectual da produção francesa” e “colocar tudo em obra de modo a lançar ao cinema os talentos criadores, os escritores e os poetas”. Ele organiza com grande sucesso conferências e jantares mundanos (diante de um público “elegante e refinado”, lemos na imprensa), notadamente no Restaurante Poccardi ou em sua própria casa, no nº 12 da rua Quatro de Setembro. Suas teorias estéticas, por vezes um pouco obscuras, foram seguidamente objetadas por Louis Delluc, que não hesitava em combatê-las com humor e justeza.

Canudo acostumou-se a dar a suas conferências um brilho mundano que as de Delluc não tinham. Ele teve o mérito de lançar ao CASA personalidades de toda ordem: grandes realizadores de filmes comerciais (Henri Fescourt, René Le Somptier, Henri Pouctal, Léone Perret), cineastas de vanguarda (Marcel L’Herbier, Alberto Cavalcanti, Jean Epstein, Abel Gance e Germaine Dulac, sendo que os dois últimos foram vice-presidentes do CASA em 1921), artistas (Robert Mallet-Stevens, Fernand Léger), escritores e críticos (Leon Moussinac, Blaise Cendrars, Jean Cocteau) e comediantes (Éve Francis. Jacque Catelain, Jean Toulout, Gaston Modot,Yvette Andreyor), etc. Em junho de 1922, o CASA se instala no número 16 da Faubourg Montmartre, e oferece aos seus membros uma sala de projeção, um salão de chá, uma sala de leitura, uma sala de leitura: o velho sonho de Edmond Benoît-Lévy foi realizado. O CASA participou enfim do prestigioso Salão de Outono, entre 1921 e 1923.

Graças à ação dinâmica de Canudo, as conferências se multiplicam, da mesma forma que os clubes. Entre eles, é preciso citar Os amigos do Cinema (fundado em dezembro de 1921 pela revista Cinémagazine), o Cine-clube Bruxelano (primeira sessão em 5 de julho de 1921), o Clube de Faubourg (criado em 1922 por Léo Poldès), o Clube da Tela (criado em 1928 por Pierre Ramelot) e o importante Clube Francês do Cinema (fundado por Léon Moussinac em 1922 e dirigido por Léon Poirier).

De fato, o verdadeiro Cineclube, tal qual nos entendemos hoje em dia (“seção hebdomadária, apresentação de um filme por um crítico, discussão aberta entre os espectadores e o apresentador, entrada sob inscrição com carta de aderência”, segundo Jean Mitry), só aparece desta forma em 1925, com a Tribuna Livre do Cinema, criada por Charles Leger nos quadros da Exposição de Artes Decorativas. A Tribuna, da qual Jean Mitry foi secretário geral, foi freqüentada assiduamente por jovens apaixonados pelo cinema: Marcel Carné, Edmond Gréville, Jean George Auriol; Colette por lá aparecia de tempos em tempos.

Em 1925 igualmente aparece o Cineclube da França, nascido do CASA (Canudo morreu em 10 de novembro de 1923) e do Clube Francês do Cinema de Léon Moussinac. Em torno deste último, nos encontramos Léon Poirier, René Blum, Jacques Feyder e Henri Clouzot, diretor do museu Galliera. É este Cineclube da França que revela aos parisienses O encouraçado Potenkim, em 12 de novembro de 1926, no Artistic-Cinéma.

Para lutar contra a censura (os filmes soviéticos foram proibidos pelo chefe de polícia Jean Chiappre), Léon Moussinac decide criar Os amigos de Spartacus, em julho de 1927, com Jean Lods, Francis Jourdain, Paul Vaillant-Coturier, George Marrane e o apoio da associação comunista Bellevilloise. Eles compram e abrem, em 15 de março de 1928, o cinema do cassino de Grenelle, e lá apresentam A mãe e O fim de São Petersburgo, de Vsevolod Pudovkin, entre outros. O chefe de polícia Chiappre intervém; mas a breve influência deste clube sobre a vanguarda francesa foi considerável, tanto do ponto de vista artístico como do político.

Paralelamente a todos estes clubes e associações, salas especializadas, no mesmo espírito, se abrem: O Vieux Colombier, em 1924, o Studio des Ursulines, em 1926, ou o Studio 28, em 1928. Elas também sustentam um cinema não comercial com eficácia. Novas e notáveis revistas teóricas e estéticas vêem o dia, como a famosa Revue du Cinéma, em dezembro de 1928.

O advento do cinema falado marca o fim de um certo gênero de cineclubes intelectuais, aqueles que sustentavam apaixonadamente os filmes estrangeiros difíceis, ou a excepcional vanguarda francesa, que não pôde resistir à vaga dos filmes falados comerciais. Rapidamente alguns retomam o tempo da arte muda. Henri Langlois e George Franju, no início dos anos 30, freqüentam os cineclubes parisienses, únicos lugares onde era possível ainda ver as grandes obras de Fritz Lang, F.W Murnau ou D.W Griffith. Havia o Club 32, criado por Jacques Aubin e Jean-Charles Reynaud (1932), o Phare Tournant de Raymond Blot (1933), o Club de la femme de Lucie Derain (1934) e o Club Cedrillon de Sonika Bo, para as crianças (1932). Langlois, associado a George Franju e Jean Mitry, funda seu próprio cineclube, em outubro de 1935: é o Cercle du Cinéma, que promove sua primeira seção em dezembro, no número 33 da Champs-Élyssées. Lá se pode ver O gabinete do Doutor Caligari, A vontade da morte e A queda da mansão Usher: tantos filmes hoje salvos. Para Langlois, “trata-se antes de tudo de mostrar os filmes e não de discuti-los depois. Os debates não servem para nada”.

O Cercle du Cinéma retoma a tradição dos clubes dos anos 20. Ele ensina a linguagem cinematográfica – sem discursos, apenas pela exibição do filmes – a futuros cineastas, tal como Jacques Becker, Marcel Carné e Jean-Paul Le Chanois. Qual maior lição que um filme de Griffith dos anos na Biograph? Em setembro de 1936, Henri Langlois, George Franju, Jean Mitry e Paul-August Harlé transformam o Cercle em Cinémathèque Française, cuja enorme influência sobre a nouvelle-vague dos anos 50 é igualmente bem conhecida.

Em 1936 também aparece o Ciné-Club de Paris, de Jacques Loew e Jacques Aubin, depois o Club des Cinq, de Jean Nery e Robert Chazal. Um evento de importância é a criação por Jean Renoir do movimento Ciné-Liberté, com Henri Jeanson, Léon Moussinac, Calude Aveline, Louis Cheronnet (Germaine Dulac cria por sua vez o movimento Mai 36). Os aderentes do Ciné-Liberté participaram do financiamento de documentários sociais e do filme La Marseillaise, de Jean Renoir. As palavras de ordem do movimento, na febre da Frente Popular, eram as seguintes: “União pelas atualidades populares; união por produções de cooperativas livres e independentes; união pela livre distribuição dos melhores filmes sociais e dos filmes proibidos (interditados); união contra a censura burocrática; união pela defesa e pela renovação do cinema francês”. Um jornal foi editado: Ciné-Liberté. Tal tentativa lembra bem aquela dos Amis de Spartacus, e também, de forma um pouco mais distante, a da Cooperativa do Cinema do Povo, sociedade criada por anarquistas em 1913.

O renascimento dos cineclubes foi naturalmente interrompido pela Guerra. Mas, após a liberação nós assistimos novamente a uma eclosão espantosa. Em março de 1946, os seis cineclubes existentes (Cercle Technique de L’ecran; Ciné-Clube universitaire; Cercle du Cinéma; Ciné-Club Cedrillom; Ciné-Jeunes; Club Français du Cinéma) se agruparam sob a Federação Francesa de Cineclubes (FFCC), presidida por Jean Painlevé; ela contava em abril de 1946 com mais de 80 clubes e mais de 50.000 membros.

Em 1948, foram recenseados na França 150 cineclubes, agrupando aproximadamente 100.000 membros. Em Paris, aparecem os novos cineclubes Griffith, Cineum, Du Vendredi, 46, Renault, Air France, Volontaire, Île-de-France, etc.! A Revue du Cinéma reaparece, em sua capa amarela, graças a Jean George Auriol; nós redescobrimos, graças as virtudes do 16 mm, as obras primas de Jean Vigo, Robert Flaherty, Howard Hawks, D.W Griffith ou Carl Dreyer. André Bazin, ele mesmo um animador de cineclubes, considera como um dos eventos mais importantes do pós-guerra este desenvolvimento um pouco monstruoso, que ele compara à voga dos anos 20, analisado mais acima.

Do pós-guerra data igualmente a floração de novas federações: A Federação Internacional de Cineclubes (FICC, 1947); A União Francesa das Obras Laicas de Educação pela Imagem e pelo Som (UFO-LEIS, 1953, na tradição da Liga de Ensino, que possuía no domínio do Audiovisual uma sólida experiência, com a lanterna mágica, desde 1895); A Federação Lazer e Cultura Cinematográfica (FLECC, 1946, este movimento católico evocava ele também esforços pretéritos da Maison de la Bonne Presse em matéria de educação pelo audiovisual, em 1986), A União Nacional Inter Cineclubes (UNICC, 1958), etc. Nós contamos também as novas revistas de qualidade; Ciné-Club (1947, da Federação Francesa de Cineclubes), Image et son (1951, pela UFOLEIS, transformada em Revue du Cinéma), Cinéma 55 (1955, pela FFCC), Jeune Cinéma (1964, pela Federação Jean Vigo), etc.

A instalação progressiva da televisão em todos os domicílios, o aparecimento do magnetoscópio e de fitas de vídeo-cassete para locação provocam uma brusca baixa no fenômeno cineclube, e do cinema em geral. Milhões de espectadores, de hoje, assistem o Ciné-Club da Antenna 2 ou do France 3: “Pelo destino de uma ironia cruel, é no momento onde a palavra composta: cineclube tem sua maior popularidade que o movimento ele mesmo atravessa as maiores dificuldades frente à indiferença dos poderes públicos”, nota François Truffaut em 1981. Ele relembra igualmente que o movimento dos cineclubes, que se desenvolveu magnificamente no pós-guerra “foi vítima de seu próprio sucesso, pois dele nasceu uma forma de exploração popular e seletiva, que é a extensão de sua vocação: trata-se das salas de arte e de ensaio”. Estas salas, agora suficientemente numerosas em Paris, notadamente no Quartier Latin, propõe, com efeito, os clássicos e filmes raros, por um preço reduzido, e em boas condições de projeção, em geral. Elas alcançam um público muito amplo, do colegial ao aposentado.

Além do mais, nas salas de arte e de ensaio nóss encontramos cada vez mais “retrospectivas” e “festivais” bastante completos, organizados por instituições poderosas: o Museu D’Orsay, que se dedica ao século XIX, propõe todo ano programas inteligentes de filmes mudos, que levam um numeroso público de curiosos e de conhecedores (o Festival de Pordenone, na Itália, foi o primeiro a se dedicar unicamente aos filmes mudos, com grandioso sucesso). O Centro George-Pompidou oferece seus ciclos variados, acompanhado por publicações de catálogos eruditos.

As cinematecas são de fato as principais rivais dos cineclubes. Desde suas aparições, elas ensinam o cinema junto aos jovens, da maneira mais simples, projetando os filmes sem debates nem comentários, a um preço muito baixo. Lembremo-nos, a Nouvelle-Vague nasceu da cinemateca de Henri Langlois, e esta continua em nossos dias a formar ou a influenciar cineastas (Wim Wenders ou Leos Carax, por exemplo, são dois filhos da Cinemateca). Em Paris, a Cinemateca Universitária exibe igualmente filmes bastante raros, os primitivos ou de cavação do cinema francês dos anos 30-50, pobres esteticamente, mas ricos em dados sociológicos. Enfim, a Cinemateca de Toulouse, com arquivos interessantíssimos, anima encontros e publica excelentes revistas.

Mas os museus e as cinematecas conduzem os cinéfilos, amadores e historiadores a um material bruto: o filme. Ele cai como um meteoro sobre a tela, sem nenhuma indicação histórica ou estética. Mais do que nunca, os cineclubes parecem aqui indispensáveis: eles podem propor debates, explicações sobre tal filme importante; eles nos parecem a anti-câmara obrigatória das cinematecas ou das salas especializadas.

Assim, do ponto de vista histórico, os cineclubes devem continuar a sustentar as obras contemporâneas de vanguarda. Um organismo como a Coordenação das Federações de Cineclubes exibe em 16 mm filmes de Peter Greenaway, de Jerzy Skolimowski, Krzystof Kieslowski, da mesma forma que as obras de Philippe Garrel, Jean-Luc Godard ou Jacques Rivette; obras importantes e ambiciosas, que talvez não conheceram jamais uma passagem na tela pequena [1] e que mereceriam certamente serem descobertas pelas novas gerações.

Os cineclubes de nossos dias têm deste modo um papel essencial a cumprir no ensino da história, da cultura e da linguagem cinematográfica, no domínio importante da educação do olho. Nos geralmente estamos de acordo sobre a utilidade dos cineclubes de liceus, colégios, estudantis. No entanto, o cineclubismo intelectual dos anos 20 e 30 desapareceu totalmente hoje em dia e ninguém parece sonhar em fazê-lo renascer. Não temos mais gente como Louis Delluc, Ricciotto Canudo, Jean Mitry, ou André Bazin. Existe aqui a evidencia de uma lacuna a ser combatida, uma ação a exercer, um lugar a ocupar. O surgimento atual, em diversas cidades do interior, de Clubs Cinéma que fazem – sem a etiqueta – tudo o que os cineclubes faziam outrora, prova que a exigência implantada por eles ainda vive.
[1] Circuito “fechado” de debates, estudo. Dentro da proposta de cineclubes debatida aqui. Não se trata de “tela pequena” como sendo TV ou vídeo. N do T.

Bibliografia:

ABEL, Richard. French Cinema, The First Wave. Princeton University, 1984.
DELLUC, Louis. Ècrits cinématographiques, éditon etablie par Pierre Lherminier, Cinémathèque Française, Éditions de L’Etoile, 1985-1990.
MITRY, Jean. De l’origine des ciné-clubs, dans 1895, bulletin de l’Association française de recherche sur l’Histoire du cinéma, nº3, 1987.
PINEL. Introduction au ciné-club: histoire, théorie, pratique. Éditions ouvrières, 1964
Institut Pédagogique National, Les ciné-clubs, 1964
MYRENT, Glenn. Henri Langlois, Denoël, 1986.

*

Fonte:Preservação audiovisual - http://preservacaoaudiovisual.blogspot.com/2008/12/cineclubes-e-clubes.html

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Especial: 21 fotos de Sebastião Salgado

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Outras fotos publicadas

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Capitalismo - Uma Historia de Amor (Trailer)

Novo filme de Michael Moore pretende mostrar as fragilidades e as contradições do sistema capitalista. Aqui vai o trailer ja que este ainda não foi lançado nos cinemas.

Nancy Sinatra - Bang, Bang (My Baby Shot Me Down)



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Outras fotos publicadas


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UEM lança selo e dá início às comemorações dos 40 anos

Com o lançamento oficial da logomarca, a Universidade Estadual de Maringá deu início à programação para comemorar os seus 40 anos de fundação. A solenidade ocorreu nesta segunda-feira pela manhã, dia 23, na Biblioteca Central, reunindo cerca de 150 pessoas, entre elas o prefeito de Maringá, Sílvio Barros; o prefeito de Goioerê, Beto Costa, o presidente da Fundação Araucária, Tarcísio Pires Trindade, que representou a secretária de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Lygia Pupatto; o superintendente da Região Noroeste da Caixa Econômica Federal, Fábio Carnelós; além de professores, pró-reitores, diretores de centro e servidores da UEM.

Resto do Post

Juiz condena ex-professor da UEM

Do Blog do Rigon

O juiz Alberto Marques dos Santos, da 4ª Vara Cível da comarca de Maringá, condenou o professor Luis Carlos Prola a devolver à Universidade Estadual de Maringá R$ 586.553,27, acrescido de correção monetária, além de juros moratórios de 12% ao ano, contados a partir de dezembro de 2007. Prola era professor em regime de dedicação exclusiva, e em 15 de setembro de 1993 afastou-se das atividades para cursar pós-graduação em Lisboa, assumindo o compromisso de, após concluir o curso, trabalhar na instituição por tempo equivalente ao do seu afastamento.

Afastou-se por 48 meses, concluiu a pós-graduação em 14 de setembro de 1996, mas pediu exoneração em 23 de abril de 2002 sem cumprir o compromisso que tinha para com a UEM. "O quadro que se desenha é da falta de responsabilidade para com o ente público, almejando tirar proveitos sem o retorno para a sociedade em geral, objetivo final da entidade públic", diz o juiz na sentença.

Em 2008, o Tribunal de Contas da União condenou Luiz Carlos Prola, ex-bolsista do CNPq, a devolver R$ 618.608,95 ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, pelo mesmo caso.

Debate DCE/UEM 2009 - Resultado e Comentários

Agora a noite, ocorreu o debate sobre a eleição da nova chapa que governará o diretório central dos estudantes da Universidade Estadual de Maringá durante o ano de 2010. Enfim, a chapa mais consistente de longe foi a Chapa 2 - Alteração, na realidade a única que apresentou propostas e trouxe um discurso coerente. Mostrou clareza e base para o debate político. Não foi perfeita, teve oscilações, mas de longe foi a melhor.

Em segundo lugar destacaria a Descentralize, apesar de não trazer proposta nenhuma, soube com virtude provocar as chapas concorrentes Bonde do Amor e Vamos a Luta! Construir o Novo (Ex CAMINHANDO). Porém, como eu comumente digo, "olha, no grito você não vai ganhar de mim no truco", ou seja, fizeram um debate deveras artificial, com muita acusação, dissimulação, e nada de proposta, não mostraram em nenhum momento um programa para o DCE. Sintetizando, foram bem no debate, mas não servem como gestao ao DCE. Creio que a chapa foi beneficiada pelo fato de os concorrentes não os questionarem diretamente sobre a idéia esdrúxula de auto-gestão e da utopia de " vamos agregar todo mundo", "somos diferente de tudo que veio antes" (comentei com a Ceh neste momento: "pra cima de mim cumpadi? Tenta outra"), além da proposta de acabar com as eleições implantando uma ditadura ideológica vertical disfarçada tal como é sua gestão no Centro Academico do curso de Ciencias Sociais/UEM atual, se fizessem isso, muito provavelmente a colocaria numa posição mais abaixo.

Em terceiro lugar considero que ficou a chapa atual Bonde do Amor. Foram inteligentes quando mostraram os resultados do ano anterior e fazendo correlações com gestões que os precederam, porém cairam em desatino ao responder vagamente várias questões que lhes foram colocadas: prestações de contas, CEEB, participação dos estudantes, gastos com festas, entre outros. Eu aconselharia a chapa a mudar o discurso de zombaria, uma vez que ele não mais possui o mesmo resultado que antes, a piada perdeu a graça.

Por fim, a pior e realmente esta chapa foi extremamente sem sal, sem coesão, sem coisa com coisa, figurante apenas do debate, ficou a chapa de nome horrível Vamos a Luta! Construir o Novo (CAMINHANDO). Simplesmente não entendi o motivo de existencia do grupo. Ouvi rumores que eles seriam laranja para a Descentralize, não duvido muito deste rumor.

Enfim, foi um debate interessante, com menos baixaria do que nos anos anteriores infelizmente. Apesar dos membros deste blog não participarem de nenhuma das chapas diretamente, de modo algum queremos ser representados por pessoas desqualificadas, as quais futuramente, poderiam utilizar da instituição DCE para fins pessoais, a instituição deve ser muito mais importante do que o grupo dos alunos que vierem a ganhar as eleições.

Deste modo depois de refletir e não precisou fazer isso muito vendo o discurso de todas as chapas, o blog declara seu voto a Chapa 2 - Alteração e recomenda aos leitores deste blog que estudam na UEM que votem neste grupo.

Eu Tô Sempre Dopado - Rogério Skylab



Eu Tô Sempre Dopado
Rogério Skylab

Composição: Rogério Skylab

Eu to sempre dopado,
Eu to sempre dopado...

No meio da rua
Fazendo música,
Indo pro trabalho,
Com a tv ligada,

Eu tô sempre dopado,
Eu to sempre dopado.

No meio dos carros,
Dentro do sistema,
Cheirando fumaça,
Mesmo careta,

Eu to sempre dopado,
Eu to sempre dopado.

De janeiro à dezembro
Eu não sinto nada,
Você não entende,
Eu sou uma máquina.

Eu to sempre dopado,
Eu to sempre dopado.

*

Essa música foi feita em homenagem ao Psico Rafael Chagas!

uhuahuahuahuahuahuahuhuahuahuauahuahuah

Especial: 21 fotos de Sebastião Salgado

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Outras fotos publicadas


Sting participa de encontro com índios em SP

Cantor participou de debate sobre a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte (PA)

Sting, que faz show em São Paulo (SP) neste domingo (22), encontrou-se com o cacique Raoni, líder dos índios caiapós. O cantor britânico participou de um encontro na capital paulista para discutir sobre a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará.

Fonte: R7 - http://entretenimento.r7.com/musica/noticias/sting-participa-de-encontro-com-indios-em-sp-20091122.html

Cacau Melo toma banho - A Fazenda 2

Tesão e direitos humanos

São Paulo, domingo, 15 de novembro de 2009 +Mais (s)ociedade

Tesão e direitos humanos

Ex-diretor da Capes, filósofo diz que opinião pública ignora a questão central no caso da aluna da Uniban: a esfera do desejo


RENATO JANINE RIBEIRO
ESPECIAL PARA A FOLHA

A universitária do microvestido conseguiu um milagre: juntou todo o mundo, da UNE à direita, na defesa dela e na condenação aos alunos que a insultaram e, depois, à universidade que quis puni-la. Mas há um viés na abordagem que me preocupa. O que atraiu a sociedade para o caso foi seu lado sexual. É o chamariz, tanto que a Folha levou uma atriz [vestida com minissaia] a quatro universidades do centro de São Paulo para ver se seus alunos são diferentes dos da periferia.

Mas, lançada a isca, a imprensa não fica à sua altura e vai opinar de maneira legalista. O sexo é chamariz, mas não é estudado. Já a educação é uma grande (outra) questão, mas também não é aprofundada. Começando pelo fim: a educação proporcionada pela Uniban está sendo questionada a partir desse caso, e não em sua qualidade. Que ela é criticada faz tempo, sabe-se. Mas está melhorando?

Por coincidência, como diretor que fui da Capes [Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior], responsável pela avaliação da pós-graduação brasileira, vi avanços da Uniban nos seus mestrados e no único doutorado. Não sei de sua graduação. Seria preciso avaliar se ela está melhorando ou piorando, em vez de ler generalidades que não respondem a essa pergunta central.

O outro aspecto é o cerne do caso. Uma vez deflagrada a polêmica, sumiu de cena o que a causou -o microvestido. Vi o advogado da aluna, de terno, defendendo seu direito de vestir-se como quiser. Foi uma síntese perfeita das contradições que o caso traz à luz. Para defender uma moça que gosta de mostrar o corpo, recorre-se à linguagem formal (e à roupa idem) da profissão jurídica. Fala-se dela como se fosse perseguida por ser judia, negra, comunista ou ter uma síndrome.

O sexo perturba

Só que ela não foi ofendida no fluxo dessas discriminações tradicionais, e sim porque gosta de mostrar o corpo. Por que essa questão central se perde na vagueza das fórmulas ("cada um é livre para fazer o que quiser", "para ir e vir" etc.)? Defendo essas liberdades. Mas, quando entra o sexo, ele as perturba.
No dia 22 de outubro, na Uniban de São Bernardo do Campo (SP), ela e centenas de jovens foram perturbadíssimos pelo sexo. Não adianta tentar, agora, abafar o assunto com generalidades legais -belíssimas, sim, fulcro de nossa civilização, mas pré-freudianas. Ou melhor: adianta.

É por isso que da esquerda à direita há um acordo geral. Um grande acordo para abafar o pequeno monstro. O monstro começa pelo desejo -que parece ser mais comum nas mulheres- de ser vista, admirada, desejada. A moça fez por isso. Não sabia o quanto estava despertando o monstro. Quando percebeu, deve ter-se assustado. Sorte, pelo menos, que ninguém foi machucado (ela não foi).

Mas o fato é que vimos o nervo exposto de algo que é mais atávico e forte que um preconceito contra judeus, negros ou, mesmo, mulheres. Entraram em cena uma sexualidade provocante e respostas, masculinas e femininas, a ela. Quer dizer que os rapazes tinham razão em xingá-la? Qualquer alfabetizado entenderá que não. Não tinham esse direito. Mas, que foram mexidos, foram. Que ela queria mexer com eles, queria. O que ela desejava de fato, ela provavelmente não sabe (Freud não saberia). Talvez, depois de tudo por que passou, não saiba mais. Nem eles, depois de expostos na mídia, saibam mais o que queriam.

Id e ego

De todo modo, a imprensa não se preocupou em saber como foi, nas cabeças de centenas de jovens que estavam lá, aquela noite. Alunos da Uniban mal foram entrevistados. Como as alunas que apareceram na TV discordavam da manifestação da UNE "em favor delas", a imprensa preferiu não aprofundar o assunto. Não dá para reduzir esse assunto à pauta dos direitos em geral ou das discriminações contra a mulher.

Não tem nada a ver com mulher não ser presidente ou CEO de empresa. Até porque nesse campo, o do desejo que o homem sente só por ver uma mulher bonita, ela tem um poder que ele não tem. Faz bem a universidade, em que o abscesso se rompeu, em discutir esse assunto à luz da cidadania? É essencial. Mas gostaria que não ficasse no genérico dos direitos humanos (que eu defendo, nem preciso repetir). Espero que saiba devolver à cena a questão importante que irrompeu naquela noite terrível: a questão do sexo em face da liberdade, da cidadania e tudo o mais. A questão do id em sua negociação com o ego. É uma grande questão, pouco tratada.

Mas não acredito muito. Falar na generalidade dos direitos humanos não afetará o âmago das pessoas, portanto é mais fácil. Não obrigará a discutir como lidar de maneira racional (a grande conquista da civilização, que inclui os direitos humanos) com o que é mais irracional em nós, sobretudo os mais jovens -um desejo desabrido a desafiar valores, interditos, tudo. Os rapazes podiam ser preconceituosos. Mas pareciam estar tarados por ela. A tara poderia vencer -ou reiterar- o preconceito. Como mudar o final do jogo, seu resultado? Eis a questão.

Como o tesão se relaciona com os direitos humanos? Dá para repetir o mantra de que uma mulher poderosa, desejável, ciente do que desperta nos homens, é ao mesmo tempo um sujeito racional capaz de deliberar em sã consciência se quer ou não um deles?
Dá para acreditar que um homem, assim excitado, facilmente aceite a decisão da mulher de negar-se a ele? O estupro é inadmissível, mas dizer que esses controles são fáceis é iludir a sociedade. [O sociólogo alemão] Norbert Elias entendeu bem a questão. Ele disse, décadas atrás: ao contrário do que se imagina, quando se exibe mais o corpo, sobretudo o feminino, exige-se mais -e não menos- autocontrole. Porque se requer do espectador que não ataque aquele corpo desejado.
Essa exigência é necessária? É. Mas é fácil? Não. Veja-se um baile funk. Vejam-se as publicidades na TV.

Um direito e um problema

Essa história tem sido lida como uma parábola do moderno e do reacionário. Moderno é a moça fazer o que quer com o corpo, inclusive mostrá-lo. Reacionário é ser contra isso.

Mas a atualidade intensa do conflito é que ele não tem essa temporalidade moderna, que é dos demais direitos humanos. Pois, por um lado, mexe com a libido, que tem fortíssima base natural e uma temporalidade muito mais lenta.
Por outro lado, a mulher se exibir o quanto queira é conquista recente. O homem não saber lidar com isso também é um dado acentuado recentemente. Há um elemento natural, há um confronto hipermoderno. A reação "conservadora" também é hipermoderna. O que não dá é para dizer que a moça se exibir não é problema, é direito. É direito, sim, mas só interessa a ela porque é problema. Alguém acha que [a apresentadora] Sabrina Sato imitaria a aluna se os homens não babassem por ela (Sabrina ou Geisy, não importa)?

É esse efeito que se quer produzir. É ele que, produzido, incomoda muita gente. E é esse incômodo -a consciência, o reconhecimento de que há um incômodo, um problema quase sem solução, o que Kant chamaria de uma antinomia- que incomoda muito mais.

O que devemos é enfrentar o incômodo, reconhecer sua originalidade. Desse ponto de vista, temos uma oportunidade ímpar, justamente porque difícil, de reflexão e de proposição.

RENATO JANINE RIBEIRO é professor titular de ética e filosofia política na USP.

Os “carolas” do ABC - José de Souza Martins

Publicado em O Estado de S. Paulo

[Caderno Aliás, A Semana Revista],

domingo, 15 de novembro de 2009, p. J5.


Os “carolas” do ABC

José de Souza Martins*


A filha de 20 anos de um operário metalúrgico de montadora do ABC, estudante do curso noturno de turismo, da Uniban, de São Bernardo do Campo, durante o dia empregada de um mercadinho em frente à sua casa, em Diadema, foi moralmente linchada por seus colegas, quase todos trabalhadores como ela. O motivo foi o traje rosa e um pouco curto da moça, que a destacava de suas colegas, quando saiu da sala de aula para ir ao banheiro feminino. Vídeos e fotografias feitos pelos próprios estudantes, que a assediavam e a apupavam, mostram um cenário que era também de linchamento físico. A moça escapou por pouco. O episódio expôs as muitas contradições não resolvidas na situação social da emblemática classe operária do subúrbio paulistano, em particular a da histórica região industrial do ABC. Os filhos do proletariado dos dourados tempos políticos das assembléias sindicais do Estádio da Vila Euclides não herdaram da geração de seus pais uma sociedade tolerante e democrática. Seus pais se limitaram às reivindicações salariais e de poder.

A intelectualidade acadêmica dos anos finais da ditadura militar, rejubilara-se com o surgimento do que foi chamado de “novo sindicalismo”. Uma enxurrada de conceitos e de interpretações imputou à classe operária regional, de carne e osso, as virtudes da classe operária filosófica, como a definiu Agnes Heller em outro contexto, de análises feitas em outros países e outras circunstâncias. De modo geral, as análises que enveredaram pelo equívoco de uma interpretação baseada no pressuposto da luta de classes, deixaram de lado as complexas mediações, culturais, sociais e históricas, das determinações que fizeram da classe operária da região industrial uma classe operária historicamente singular e até relativamente diversa da dos manuais de ciência política, conservadora e corporativa.

O proletariado regional, no passado relativamente recente, ganhara corpo e vida na cultura conservadora e conformista do trabalhismo de Vargas. Excepcionalmente, o Partido Comunista, já na ilegalidade, elegera prefeito e maioria dos vereadores da região, em 1947, cassados minutos antes da posse. Região majoritariamente católica, com a criação da Diocese e a nomeação do primeiro bispo, Dom Jorge Marcos de Oliveira, em 1954, propôs-se a Igreja a criar lideranças operárias e as condições de surgimento de um partido laboral alternativo, fundado nas premissas da Ação Católica e do anticapitalismo de Pio XI. Teve êxito, com a ascensão sindical de Lula e o surgimento do PT, ambos, a seu modo, consubstanciando os valores da tradição conservadora, familística e religiosa do operariado regional.

O tumulto na Uniban teve como protagonistas justamente os herdeiros do problemático legado dessa tradição e de insuficiências dela decorrentes. A ascensão social do operariado do ABC é óbvia em toda aquela região. Mas um operariado que, se demonstrou competência na adesão ao capitalismo e na ambição de poder, não demonstrou a menor competência para criar as bases sociais da ressocialização de seus filhos para a sociedade moderna, aberta e democrática. O mercado de serviços educacionais tratou de suprir essa carência, com a disseminação de escolas de terceiro ciclo, movidas pelo lucro, que se propõem a qualificar para as eventuais oportunidades de trabalho, mas que não têm condições nem o propósito de ressocializar para os desafios e os embates da vida cotidiana. O novo sindicalismo e o novo partido não criaram nem um novo modo de vida nem uma nova cultura centrada nos valores da emancipação do homem de suas pobrezas, a maior das quais é a pobreza de esperança, mesmo na prosperidade material que a região alcançou.

As origens culturais reacionárias dessa geração já se manifestaram antes no surgimento dos chamados Carecas do ABC e sua prática racista. Carlos Reinchenbach, inspirado nos fatos relativos à ação desse grupo, produziu um excelente filme – Garotas do ABC – de 2004, que é justamente um retrato da crise de gerações que vem alcançando profundamente as famílias operárias e de certo modo antecipa ocorrências como a de agora. Não podemos nos esquecer de acontecimento de motivação semelhante, conservadora, em 2008, na Escola Amadeu Amaral, no bairro do Belenzinho, envolvendo uma adolescente, que culminou em briga e na depredação da escola. Nesses vários casos, a concepção que os regeu foi a do linchamento.

A prática do linchamento tem sido em todas as partes forma violenta de ação conservadora, no sentido de enquadrar e até cancelar a presença dos diferentes e dos inovadores, como a moça da Uniban, para restaurar a ordem conformista, supostamente por eles ameaçada. A região que mais lincha e ameaça de linchamento no Brasil é justamente a região metropolitana de São Paulo, a do subúrbio e dos bairros operários. A motivação tem sido a punição para restabelecimento ou imposição da ordem onde surgem indícios de ruptura e de violação dos valores do autoritário conservadorismo popular, como no caso desta saia curta. Um conservadorismo autodefensivo, é bom que se diga, em face dos efeitos desagregadores da modernização e da transformação social.

Os estudantes entrevistados pela mídia expuseram sua censura conservadora e intolerante à moça e sua censura à própria mídia pela visibilidade que deu à ocorrência, pelo que entendem ser a estigmatização da escola, o que os estigmatizaria como personagens vicários da instituição. A culpa não seria de quem agiu violentamente, mas de quem divulgou a violência, concepção que é outra expressão de intolerância. E todos os grupos que foram à porta da escola protestar em favor dos direitos da moça foram rechaçados com gritos de “cala a boca” e “cai fora”. Resta saber o que pensam os estudantes da Uniban da nudez de solidariedade dos estudantes da UnB, completamente distantes desse mundo operário, refugiados nas ilusões da classe média e de seus privilégios de estudantes de escola pública e gratuita.


Professor Emérito da Faculdade de Filosofia da USP. Dentre outros livros, autor de A Sociedade Vista do Abismo (Vozes, 2008), A Sociabilidade do Homem Simples (Contexto, 2008), A Aparição do Demônio na Fábrica (Editora 34, 2008), Fronteira – A degradação do Outro nos confins do humano (Contexto, 2009)

Nirvana - Love Buzz/Scoff/About a Girl - live


Nirvana ensaiando na casa da mãe do Krist Novoselic.

Desespero - Grupo Raça: Uma ode ao Bonde do Amor?


DESESPERO

Eu menti
quando disse que não te queria
quando disse que minha alegria
era viver longe de você
Eu menti
pois o meu coração me obrigou
E nos meus olhos você pode ver
está sofrendo o meu interior
Eu menti
pois o meu coração me obrigou
E nos meus olhos você pode ver
está sofrendo o meu interior

O amor faz a gente enlouquecer
Faz a gente dizer coisas
pra depois se arrepender
Mas depois vem aquele calafrio
E o medo da solidão
me faz perder o desafio
Mas depois vem aquele calafrio
E o medo da solidão
me faz perder o desafio

(REFRÃO)

Aí vem o desespero
Machucando o coração
Eu me entrego por inteiro
implorando o seu perdão
Aí vem o desespero
machucando o coração
Eu me entrego por inteiro
implorando o seu perdão

*

huahauhauhauhauhauhauhauhuauah... pessoal da JPT é foda...

Especial: 21 fotos de Sebastião Salgado

Especial: 21 fotos de Sebastião Salgado


Pessoal! Novo especial no Blog!!!

Este tema foi sugerido pelo parceiro de mestrado Jonas.

Sebastião Ribeiro Salgado (Aimorés, 8 de fevereiro de 1944) é um fotógrafo brasileiro reconhecido mundialmente por seu estilo único de fotografar. Nascido em Minas Gerais, é um dos mais respeitados fotojornalistas da atualidade. Nomeado como representante especial do UNICEF em 3 de abril de 2001, dedicou-se a fazer crônicas sobre a vida das pessoas excluídas, trabalho que resultou na publicação de dez livros e realização de várias exposições, tendo recebido vários prêmios e homenagens na Europa e no continente americano. "Espero que a pessoa que entre nas minhas exposições não seja a mesma ao sair" diz Sebastião Salgado. "Acredito que uma pessoa comum pode ajudar muito, não apenas doando bens materiais, mas participando, sendo parte das trocas de ideias, estando realmente preocupada sobre o que está acontecendo no mundo".

Biografia:

Formado em economia pela Universidade de São Paulo, trabalhou na Organização Internacional do Café em 1973, e trocou a economia pela fotografia após viajar para a África levando emprestada a câmera fotográfica de sua mulher, Lélia Wanick Salgado. Seu primeiro livro, Outras Américas, sobre os pobres na América Latina, foi publicado em 1986. Na sequencia, publicou Sahel: O Homem em Pânico (também publicado em 1986), resultado de uma longa colaboração de quinze meses com a ONG Médicos sem Fronteiras cobrindo a seca no Norte da África. Entre 1986 e 1992, ele concentrou-se na documentação do trabalho manual em todo o mundo, publicada e exibida sob o nome Trabalhadores rurais, um feito monumental que confirmou sua reputação como fotodocumentarista de primeira linha. De 1993 a 1999, ele voltou sua atenção para o fenômeno global de desalojamento em massa de pessoas, que resultou em Êxodos e Retratos de Crianças do Êxodo, publicados em 2000 e aclamados internacionalmente.

Na introdução de Êxodos, escreveu: "Mais do que nunca, sinto que a raça humana é somente uma. Há diferenças de cores, línguas, culturas e oportunidades, mas os sentimentos e reações das pessoas são semelhantes. Pessoas fogem das guerras para escapar da morte, migram para melhorar sua sorte, constroem novas vidas em terras estrangeiras, adaptam-se a situações extremas…" Trabalhando inteiramente com fotos em preto e branco, o respeito de Sebastião Salgado pelo seu objeto de trabalho e sua determinação em mostrar o significado mais amplo do que está acontecendo com essas pessoas criou um conjunto de imagens que testemunham a dignidade fundamental de toda a humanidade ao mesmo tempo que protestam contra a violação dessa dignidade por meio da guerra, pobreza e outras injustiças.

Ao longo dos anos, Sebastião Salgado tem contribuído generosamente com organizações humanitárias incluindo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, (ACNUR), a Organização Mundial da Saúde (OMS), a ONG Médicos sem Fronteiras e a Anistia Internacional.Com sua mulher, Lélia Wanick Salgado, apoia atualmente um projeto de reflorestamento e revitalização comunitária em Minas Gerais. Em setembro de 2000, com o apoio das Nações Unidas e do UNICEF, Sebastião Salgado montou uma exposição no Escritório das Nações Unidas em Nova Iorque, com 90 retratos de crianças desalojadas extraídos de sua obra Retratos de Crianças do Êxodo. Essas impressionantes fotografias prestam solene testemunho a 30 milhões de pessoas em todo o mundo, a maioria delas crianças e mulheres sem residência fixa. Em outras colaborações com o UNICEF, Sebastião Salgado doou os direitos de reprodução de várias fotografias suas para o Movimento Global pela Criança e para ilustrar um livro da moçambicana Graça Machel, atualizando um relatório dela de 1996, como Representante Especial das Nações Unidas sobre o Impacto dos Conflitos Armados sobre as Crianças. Atualmente, em um projeto conjunto do UNICEF e da OMS, ele está documentando uma campanha mundial para a erradicação da poliomielite.

Sebastião Salgado foi internacionalmente reconhecido e recebeu praticamente todos os principais prêmios de fotografia do mundo como reconhecimento por seu trabalho. Fundou em 1994 a sua própria agência de notícias, "a Imagens da Amazônia" , que representa o fotógrafo e seu trabalho. Salgado e sua esposa Lélia Wanick Salgado vivem atualmente em Paris, autora do projecto gráfico da maioria de seus livros. O casal tem dois filhos.

Premios:

* Prêmio Príncipe de Asturias das Artes, 1998.
* Prêmio Eugene Smith de Fotografia Humanitária.
* Prêmio World Press Photo
* The Maine Photographic Workshop ao melhor livro foto-documental.
* Eleito membro honorário da Academia Americana de Artes e Ciência' nos Estados Unidos.
* Prêmio pela publicação do livro Trabalhadores.
* Medalha de prata Art Directors Oub nos Estados Unidos.
* Prêmio Overseas Press Oub oí America.
* Alfred Eisenstaedt Award pela Magazine Photography.
* Prêmio Unesco categoria cultural no Brasil.


Bibliografia:

* Trabalhadores (1996) ISBN 8571645884
* Terra (1997) ISBN 8420428744
* Serra Pelada (1999) ISBN 2097542700
* Outras Américas (1999) ISBN 8571649030
* Retratos de Crianças do Êxodo (2000) ISBN 8571649359
* Exodos (2000) ISBN 8571649340
* O Fim do Pólio (2003) ISBN 8535903690
* Um Incerto Estado de Graça (2004) ISBN 9722109839
* O Berço da Desigualdade (2005) ISBN 8576520389
* África (2007) ISBN 3822856223

Fonte: Wikipedia - http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Sebasti%C3%A3o-Salgado-wsf-2003.jpg

Cultura Livre, Internet Livre

Por Leonardo Brant

Não há nada mais relevante para a conquista da cidadania, nos dias de hoje, do que o livre acesso às Tecnologias da Informação e Comunicação. No mundo todo se discute a regulamentação do espaço cibernético e este é um ponto que não podemos ser omissos, sob o risco de penalizarmos as gerações futuras, submetendo-as ao poder incessante das grandes corporações. Algumas das iniciativas mais interessantes nesse departamento unem sociedade e governo federal, como o Fórum da Cultura Digital Brasileira.

Um dos aspectos mais relevantes de uma política cultural é o desenvolvimento de mecanismos de interlocução, diálogo e participação da sociedade. A compreensão da complexidade dos desafios contemporâneos é algo cada vez mais difícil ao cidadão comum, encarcerado nos sistemas de mediação e educação, distantes de suas necessidades de formação como cidadão livre e ativo.

Considero todos os esforços empreendidos pelo MinC nesse sentido vencedores. O próprio Fórum de TVs Públicas, mesmo depois do rolo compressor global, que assumiu a TV Brasil e rasgou todo o processo, ainda é uma referência de construção coletiva de agenda pública e, em minha modesta opinião, deve ser mantido e reforçado. O de Cultura Digital já demonstra os avanços desse aprendizado.

Precisamos seguir em frente, aprender a desenvolver diálogos entre posições antagônicas e complementares, pois somente assim poderemos superar os ranços e aproximar as virtudes das inúmeras vertentes de pensamento e interesses em jogo nessa arena, que é a cultura digital. Só assim o interesse público vigorará.

Não podemos construir um projeto de Estado apenas com os iguais. Precisamos aprender a negociar, a compreender os outros lados da questão. Este modelo de interlocução e construção coletiva pode e deve ser ampliado, sobretudo para as discussões sobre financiamento à cultura e direitos autorais, concentradas em gabinete.

Fonte: Cultura e Mercado - http://www.culturaemercado.com.br/ideias/cultura-livre-internet-livre/

CORINTHIANS 2 x 3 NÁUTICO

Passaram a mão no Corinthians ontem...

Tenso


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Esse é meu garoto!!! Aprendeu comigo! Hehe...

Frases densas filosóficas críticas de Homer Simpson

Tudo com mais de 12 passos nao vale a pena

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