
Neste ano que entra espero que vocês continem conosco!!!
Agora virei colunista do Jornal Regional de Aluminio!!! Hehe... Quem é do interrrriorrrrr nunca sai do intttteeerrrrrrriioooorrrrr... apesar de negar as origens sempre estamos de volta... huahuahuahua...
Com a troca de Templates, tive de recolocar novamente o javascript do contador do SiteMeter, entretanto, toda vez que faço isso nunca encontro os tais códigos, enquanto estou a procurá-los, fico fuçando as estatiscas do Blog e nesta busca algo me chamou atenção, o post mais visitado (entradas diretas) foi aquele no qual eu coloquei as fotos da gostosíssima Mulher Sambaia pelada na praia de nudismo!!! 0_o

O jornal folha de São Paulo mente e desvirtua o assunto quanto a diminuição das aulas de história na grade curricular do ensino médio. O grande problema da retirada das aulas de história, (mas de geografia, educação física e artes no terceiro ano também ) não é culpa da sociologia nem da filosofia, que tem reles 4 aulas na grade do ensino médio para o ano de 2009, e sim uma certa disciplina, chamada "apoio curricular", criada no governo José Serra, que não tem propósito nenhum. Ninguém sabe para que serve a tal "apoio curricular", e que na grade curricular de 2009 ficou com o absurdo de 6 aulas por semana, no terceiro ano do ensino médio.
Essa disciplina, sem propósito nem objetivo, que retirou as aulas de outras matérias, principalmente as de humanidades, enquanto as de "exatas" ficaram intocáveis, como química, física e etc.
A Folha de SãoPaulo, em matéria de Fabio Takahashi, publicada no dia 6 de dezembro de 2008, com o título "São Paulo corta aulas de história para pôr sociologia no currículo", é mentirosa e tendenciosa, e diz que a inclusão da sociologia é uma lei sancionada pelo "PT", essa uma lei, é a LDB, lei nacional da educação, e não foi criada pelo "PT" e sim por um movimento de 11 anos de luta para incluir o ensino de Sociologia em pé de igualdade com outras disciplinas não mais importantes que a sociologia e a filosofia.
Essa lei, que o jornalista insinua como sendo do "PT", foi aprovada pela câmara dos deputados e pelo senado federal, e foi sancionado pelo presidente em exercício na época, José Alencar (já que a matéria quer buscar culpados por quem sancionou essas disciplinas) .
Sociologia e Filosofia levam os alunos a refletirem sobre diversidade, a cultura, crítica, cidadania e etc, não são as unicas que promovem estes temas, mas são as essenciais para tratarem sobre eles. Cidadania, desenvolver capacidade de crítica,entender a cultura, são conceitos que aparecem na proposta curricular do ensino médio de São Paulo, de forma destacada, mas na hora de colocar as disciplinas centrais que tratem sobre este assunto, elas são retiradas da grade, são excluídas, e o pior, colocadas como culpadas, quando na verdade a ignorancia veio direto do gabinete da secretária da educação Maria Helena, ao propor a diminuição das ciências humanas no currículo do ensino médio paulista.
O que a Folha de São Paulo não diz,e o senhor Fabio Takahashi també não, é que a verdadeira culpada, pelas míseras aulas de sociologia, filosofia ( 4 por semana), pela diminuiç~çao da carga horaria de história e geografia, artes e educação física é uma tal disciplina desconhecida e inventada para o terceiro ano, chamada de "apoio curricular", que ganhou 6 AULAS no terceiro ano de 2009 (em 2008 eram duas), e com a desculpa de preparar os alunos para o vestibular(será que a escola media deve virar cursinho pré-vestibular, porque não fazem isso fora do horário normal de aulas ?) e com material produzidos pela Editora Abril, e pelo grupo rede globo, sendo que existe a gráfica oficial do estado para isso.
Essa questão é de interesse da Editora Abril e de outros grupos empresariais, interessados em pegar um vasto mercado (são centenas de escolas no ensino médio no estado inteiro, que vão receber material da editora abril) para venderem seu peixe para o Estado de São Paulo, não aparece na matéria escrita por Takahashi da Folha de São Paulo, jornal que é ligado ao grupo "todos pela educação", que são mega empresários prontos para ganharem dinheiro com a educação pública, vendendo milhares de suas apostilas medíocres e caras, bem caras para o Estado gastar com isso, e a Fiesp é que vai sair ganhando, com o governo PSDB de José Serra.
A grande intenção de Serra, e seus amigos pessoais dos editoriais Folha de São Paulo, foi criar disputa e conflitos entre os professores de humanas com a retiradas de aulas de geografia e história.
Agora, como um grande corvo, Serra diz que a grade curricular para o ensino medío de 2009 esta suspensa, devido aos protestos de sindicatos, inclusive o dos sociólogos, contra a retirada das aulas de História.
Mexer na disciplina fictícia "apoio curricular" que vai encher os bolsos da editora abril, fabricando cadernos de péssima qualidade, com o absurdo de 6 aulas no terceiro ano, isso ele não fala, muito menos este jornal medíocre e ultrapassado chamado Folha de São Paulo.
Se o governo de São Paulo quisesse daria sim para colocar todas as áreas em perfeito equilíbrio, exatas e humanas, e matemática e português, como prioridades, normalmente com a maior parte das aulas. Mas o interessa não é este, o interesse é criar conflitos para não mexer nos ganhos da Editora Abril em cima da educação públicas paulista.
São os interesses empresariais, de lucro sobre a miséria educação pública paulista, que estão determinando essa questão.
Mas não só de manos Sorocaba é constituída, há uma grande espécie de "homiens metidus à besta" vivendo em Sorocaba, estes homiens metidus vieram da Argentina, e sua grande característica é se achar mais do que realmente são. O sorocabano típico é aquele que sempre conta vantagem dos outros, nunca dele mesmo, porque geralmente ele não tem um gato para puxar pelo rabo; acredita realmente que Sorocaba é Manchester e é capaz até de lhe dizer que Sorocaba é uma cidade da Inglaterra.
É muito fácil reconhecer um sorocabano da espécie "metidus a besta pois ao conhecer uma nova pessoa antes de cumprimentá-la ele analisa-a dos pés a cabeça, somente lhes dirigem à palavra depois de constatar que a pessoa está usando roupinhas de marcas e tem carro (de preferência importado e com placa de Curitiba pois tem IPVA mais barato). Falando em carro, carro é muito importante aqui em Sorocaba pois se você quiser fazer amizade com os nativos daqui, diga sempre que tem carro (eles só te convidam pra balada se você tiver um, para levá-los e trazê-los, claro).
Link: http://desciclo.pedia.ws/wiki/SorocabaDe um total de 96 cursos superiores de instituições particulares que obtiveram nota um – a mais baixa possível – no último Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), 67% deles estão credenciados pelo Ministério da Educação para oferecer bolsas de estudo a alunos de baixa renda no Programa Universidade para Todos (ProUni). É o que aponta levantamento feito pela Agência Brasil. Da lista dos 127 cursos com nota 1 foram excluídas 31 universidades públicas que, por sua natureza, não fazem parte do programa.
Segundo o Ministério da Educação (MEC), o problema acontece porque, de acordo com a lei do ProUni, a instituição só pode ser descredenciada após dois resultados ruins no Enade. Mas como cada área é avaliada de três em três anos, há a possibilidade de os cursos mal avaliados receberam alunos pelo ProUni durante esse período.
“Como o ciclo [avaliativo] foi iniciado com uma portaria em fevereiro de 2007, ele precisa se completar. Essa exigência de qualidade na educação superior ainda está passando por uma transição, mas com um ou dois anos estará sendo aplicada de maneira irreversível. Por enquanto, nós trabalhamos nos limites do marco estabelecido pelo Poder Legislativo”, afirma a secretária de Ensino Superior do ministério, Maria Paula Dallari Bucci.
Para o professor da Universidade de São Paulo (USP) Romualdo Oliveira, especialista em ensino superior, a lei que regula o programa é falha por não apresentar nenhuma exigência de desempenho mínimo dos cursos credenciados. Em troca da oferta de bolsas integrais e parciais, as instituições privadas de ensino recebem incentivos fiscais por parte do governo. Romualdo defende que o acesso a cursos de má qualidade, por meio do ProUni, pode prejudicar o futuro dos bolsistas.
“É uma contradição porque o governo está financiando cursos de baixa qualidade, o que provavelmente vai resultar em uma exclusão do aluno no futuro em termos de mercado. Você protela o desemprego”, avalia.
A secretária Maria Paula ressalta que as bolsas adicionais que não recebem contrapartida do governo, previstas em portaria do MEC, não podem ser oferecidas por cursos de nota 1 e 2. “A leitura que deve ser feita não é a de que vamos esperar dois ciclos avaliativos de braços cruzados. Ao longo desse tempo, todas as medidas previstas na lei já estão sendo implementadas. Os cursos estão sendo chamados para assumir termos de saneamento e, em alguns casos, com corte de vagas. A exigência de qualidade virá por todos os instrumentos e todas as oportunidades que a lei faculta”, justificou Maria Paula.
Na opinião do professor Oliveira, sem uma cláusula de barreira para garantir a qualidade do ensino oferecido aos alunos, o programa “vende gato por lebre”. “Eu tenho uma crítica ao próprio programa, não acho que seja uma alternativa de viabilização de acesso ao ensino superior justamente porque subsidia cursos de má qualidade. Seria mais eficiente usar esses recursos para a expansão do ensino superior público, porque nesse há garantia de uma boa educação”, defende.
A secretária recomenda aos candidatos de bolsas no ProUni que procurem saber mais sobre a qualidade do curso antes de se inscrever. "Já que a questão econômica está equacionada, o bolsista, ao fazer a sua escolha, não precisa escolher o curso olhando se ele poderá ou não pagar a mensalidade. Ele deve observar se o curso atende à demanda dele e se é qualificado, se informar para saber se aquele é um bom curso, porque é a formação dele que está em jogo", indi.
Desde a criação do ProUni, em 2005, já foram distribuídas mais de 430 mil bolsas. Para concorrer, o aluno precisa ter cursado todo o ensino médio em escola pública. As bolsas parciais, que custeiam 50% do valor da mensalidade, podem ser pleitadas por estudantes cuja renda per capita familiar é de até três salários mínimos. Já as bolsas integrais são restritas a alunos com renda familiar de até um salário mínimo e meio por pessoa.
Na última edição do programa, cujas inscrições encerraram-se na segunda-feira (15) da semana passada, foram oferecidas 56 mil bolsas. A uma semana do término das inscrições, os candidatos passavam de 320 mil.
Fonte: Agencia Brasil
EDITAIS SESI
Até 30 de janeiro
O Sesi São Paulo apresenta seu edital para projetos culturais e cadastramento de empresas e profissionais interessados em ministrar cursos, oficinas e palestras para programas e projetos na área cultural da Divisão de Desenvolvimento Sociocultural para 2009. Os projetos selecionados serão desenvolvidos nos Centros de Atividades - CATs e dependências próprias do SESI no Estado de São Paulo. Excepcionalmente, poderão ser realizados em espaços externos à entidade. As inscrições estão abertas de 5 de dezembro até 30 de janeiro de 2009 e os prazos de cada área variam conforme o projeto apresentado. Inscrições e outras informações: http://www.sesisp.org.br/.
PROPOSTAS PARA BID
Ate 31 de janeiro
O Centro Cultural do Banco Interamericano de Desenvolvimento lançou uma Convocatória de Propostas para concessões de ajuda financeira em 2009 a projetos de desenvolvimento cultural de pequena escala. As propostas devem ser enviadas antes de 31 de janeiro de 2009 para as Representações do BID nos 26 países da América Latina e do Caribe que são membros mutuários do Banco. As doações únicas, em valores que variam de US$ 3 mil a US$ 10 mil, serão concedidas a propostas que satisfaçam uma necessidade local, contribuam para os valores culturais, estimulem a atividade econômica e social de forma inovadora e bem-sucedida, apóiem a excelência artística e contribuam para o desenvolvimento dos jovens e da comunidade. Edital e outras informações: www.iadb.org/.
PETROBRAS CULTURAL
Até 12 de março de 2009
Foram prorrogadas as inscrições para todas as áreas de seleção pública do Programa Petrobrás Cultural. Os regulamentos foram revisados, com vistas a incorporar as mudanças decorrentes dessa alteração. Novas datas, editais e outras informações: www.petrobras.com.br/.
PRÊMIO ASAS
Até 13 de março de 2009
Inscrições abertas para o Prêmio Asas do Programa Cultura Viva da SPPC/MinC. O prêmio visa premiar as iniciativas dos Pontos de Cultura que apresentarem as melhores práticas de implantação na execução dos projetos apoiados, contribuindo para a divulgação dos meios mais efetivos de promover o desenvolvimento autônomo de suas atividades e o avanço do processo cultural da Rede dos Pontos de Cultura. Outras informações: www.cultura.gov.br/.
PROGRAMA DE INTERCÂMBIO E DIFUSÃO CULTURAL
Até março de 2009
Está aberto o edital 2008 do Programa de Intercâmbio e Difusão Cultural, que cobrirá as viagens a se realizarem de julho de 2008 a março de 2009. O programa destina-se a artistas, técnicos e pesquisadores da área cultural, convidados a participar de eventos fora do seu local de residência, no Brasil e no exterior, para apresentar trabalho próprio, fazer residência artística ou curso de capacitação de profissionais da cultura. Podem se inscrever pessoas físicas, grupos ou entidades privadas sem fins lucrativos. O período de inscrição varia de acordo com o mês em que se realizará a viagem. Os formulários de requerimento devem ser entregues em via única, impressa e sem encadernação. A documentação enviada deve obedecer a Portaria MinC nº 4, de 26 de fevereiro de 2008. Edital, formulário e outras informações: www.cultura.gov.br/.
PRÓ-CULTURA
Até 31 de março de 2009
Estão abertas as inscrições para o Programa Pró-Cultura, que visa fomentar a pesquisa universitária, bem como o aperfeiçoamento e a formação de pessoal de nível superior em Cultura. Dentre as áreas temáticas prioritárias para o desenvolvimento das pesquisas estão as relações da cultura com novas tecnologias, conhecimentos tradicionais, inclusão social, economia, políticas públicas, dentre outras. O valor das bolsas a serem concedidas é de R$ 1,2 mil. Edital, inscrições e outras informações: http://www.capes.gov.br/.
TELEDRAMATURGIA
Até 15 de março de 2009
O Ministério da Cultura, no âmbito do Programa Mais Cultura, lança hoje (9), o Edital de Seleção de Projetos de Desenvolvimento e Produção de Teledramaturgia Seriada. O edital de seleção FICTV/Mais Cultura é voltado para a produção de miniséries com 13 episódios de 26 minutos de duração cada, que proponham uma visão original sobre as juventudes brasileiras das classes C, D e E. As minisséries serão exibidas nas emissoras do sistema público de televisão. Outras informações: www.cultura.gov.br/.
FESTIVAIS
FESTIVAL DE TOULOUSE
Até 12 de janeiro de 2009
O Festival Rencontres Cinémas d'Amérique Latine de Toulouse convoca realizadores e produtores latino-americanos a inscreverem seus filmes (longas, médias e curtas-metragens) de ficção, documentários, ensaio e experimentais, para a seleção da 21ª edição do festival, que se realizará na cidade de Toulouse, França, de 20 a 29 de março 2009. As inscrições podem ser realizadas até 12 de janeiro de 2009. Regulamento, inscrições e outras informações: www.lacinemathequedetoulouse.com/.
CAMERA MUNDO
Até 28 de fevereiro
Estão abertas as inscrições para a 2ª edição do Festival de Filmes Independentes Camera Mundo, que se dedica a exibir produções audiovisuais independentes e de baixo orçamento. As inscrições seguem até 28 de fevereiro de 2009. Aproveitando a comemoração do Verão do Brasil em Roterdã, Holanda, o festival acontece de 26 a 28 de junho de 2009 e terá novamente como foco o Brasil. Regulamento, inscrições e outras informações: www.caramundo.org/.
EDITAIS E PRÊMIOS REGIONAIS
EDITAIS E PRÊMIOS
AUDIOVISUAL PE
Até 5 de janeiro de 2009
Foram prorrogadas as incrições para o 2º Edital do Programa de Fomento à Produção Audiovisual de Pernambuco - lançado pela Fundarpe, que enceram-se agora no dia 5 de Janeiro de 2009. O valor do edital este ano é de R$ 4 milhões distribuídos para projetos de filmes em curta e longa-metragens, produtos para TV, projetos nas áres de Formação, Difusão e Desenvolvimeto de Cineclube. Edital e outras informações: www.fudarpe.pe.gov.br/.
FESTIVAIS
OLHAR CIRCULAR
Até 30 de janeiro
Estão abertas as inscrições de filmes para o Festival Olhar Circular de Cultura Livre 2009, que acontece de 03 a 26 de abril em mais de 10 municípios de Alagoas, incluindo Pontos de Cultura, e bairros atendidos pelo Pronasci, acentamentos agrários, Sertão e Região do São Francisco. O objetivo do festival é descentralizar a produção e fomentar o acesso a obras artísticas por comunidades menos favorecidas. Podem se inscrever filmes com gênero, suporte e duração livres, produzido em qualquer época. Inscrições e outras informações: www.olharcircular.org/.
CINE PE 09
Até 31 de janeiro
Abertas as inscrições para as mostras competitivas da 13ª edição do Cine PE Festival do Audiovisual, que acontece de 27 de abril a 3 de maio de 2009, no Recife. A competição é dividida nas categorias longas-metragens, curtas-metragens em 35mm e curtas digitais. Os interessados devem inscrever seus trabalhos até o dia 31 de janeiro de 2009. Os resultados da seleção dos curtas-metragens inscritos serão divulgados até o dia 15 de março. Já os longas-metragens sairão até o dia 15 de abril. Inscrições e outras informações: www.cine-pe.com.br/2009/ .
Vi este filme agora a tarde, era para mim ter visto ele este ano no CINUEM, porém não pude ir...Nhô Quim perambula com seu cachorro pelo interior paulista, sonhando com duas coisas: encontrar uma noiva e comer carne de vaca. Ele conhece a jovem Carula numa aldeia que reza todos os dias para Santo Antônio, pedidindo que lhe arranje um marido. Para fisgar Quim, ela o engana dizendo que seu pai, Nhô Totó, possui um boi que será carneado no dia do casamento. Entretanto, antes de casar, Quim deve cumprir uma série de provas.
*
Enfim... o filme é um mosaico de cliches e representações sobre a cultura caipira... é chato e tem aquela obcessão do cinema mudo (apesar de não pertencer a esta escola), "a estética da fome"...
Fique longe...
Antonio Ozaí da Silva - Texto publicado na Revista Espaço Academico em Dezembro de 2001
Link: http://www.espacoacademico.com.br/007/07tragtenberg.htm
À memória de Maurício Tragtenberg
(1929 - 1998)
"A universidade não é algo tão essencial como a linguagem; ela é simplesmente uma instituição dominante ligada à dominação. Não é uma instituição neutra; é uma instituição de classe onde as contradições de classe aparecem. Para obscurecer esses fatores ela desenvolve uma ideologia do saber neutro, científico, a neutralidade cultural e o mito de um saber "objetivo", acima das contradições sociais." *
(Maurício Tragtenberg)
Fazem três anos que Maurício Tragtenberg faleceu. Foi uma morte precoce. Contudo, ele permanece vivo em nossa memória. Maurício nos faz refletir sobre a vida e a morte; mas também sobre os desafios e dilemas que vivemos. Suas palavras ainda estão vivas em nosso pensamento, em seus livros e artigos e em seu compromisso com a luta dos trabalhadores.
Maurício expressa uma lição de humildade intelectual. Ele nos faz pensar sobre os que agem como se fossem imortais. Que será dos arrogantes, dos que se imaginam acima de tudo e que se iludem diante da finitude? Que pensar dos que se apegam às picuinhas do cotidiano, às mesquinharias da luta pelo poder? Como dizia um famoso economista, a médio e longo prazo, todos estaremos mortos. Esta é a única certeza absoluta que temos.
Mas, como escreveu o poeta, morremos duas vezes: a morte física e a morte pelo esquecimento. De fato, as pessoas choram a nossa morte, mas, precisam continuar vivendo. Logo, a rotina do cotidiano e as necessidades ditadas pela vida obscurece os sentimentos e a nitidez da memória.
Contudo, há os que mantém uma atitude humilde diante da vida e da morte. Em geral, são os que tem mais consciência da própria finitude. Há ainda os que superam a segunda morte. Estes, são poucos. Maurício é um deles.
Se o lembramos não é por acaso. Suas palavras ainda soam em nossos ouvidos, alegram os nossos corações quando as lemos e nos levam à reflexão. A saudade é um sentimento especial reservado às pessoas especiais.
Perdoe o leitor o sentimentalismo. Muitos compreenderão os motivos. Não queremos ser apologéticos ou representar o papel do discípulo embasbacado com o mestre. Isto não seria honroso à memória de Tragtenberg - este nunca teve a pretensão de deixar seguidores. Mas, somos humanos não apenas pela razão, mas também pelo sentir. Que seja compreensível, portanto, declarar o que pensamos e o que sentimos.
Uma das formas de expressar este pensar e sentir é resgatar sua obra e preservar sua memória. Não, não se trata de cultuar sua imagem. O culto à personalidade, essa praga que contamina os que seguem cegamente os líderes, não é própria aos que, como Tragtenberg, estimularam o pensamento crítico, a heterodoxia. Quem aprendeu suas lições não cometerá este equivoco.
Se resgatamos sua obra é porque esta resiste ao tempo. Infelizmente, sua crítica mordaz à delinqüência acadêmica permanece atual. Muros caíram, conquistamos a democracia - ainda que cambaleante - e suas palavras, escritas há mais de 20 anos e proferidas no I Seminário de Educação Brasileira ainda nos desafiam:
"No século passado, período do capitalismo liberal, ela (a universidade) procurava formar um tipo de "homem" que se caracterizava por um comportamento autônomo, exigido por suas funções sociais: era a universidade liberal humanista e mandarinesca. Hoje, ela forma a mão-de-obra destinada a manter nas fábricas o despotismo do capital; nos institutos de pesquisa, cria aqueles que deformam dados econômicos em detrimento dos assalariados; nas escolas de direito forma os aplicadores de legislação de exceção; nas escolas de medicinas, aqueles que irão convertê-la numa medicina o capital ou utilizá-la repressivamente contra os deserdados do sistema. Em suma, trata-se de um "complô de belas almas" recheadas de títulos acadêmicos, de doutorismo substituindo o bacharelismo, de uma nova pedantocracia, da produção de um saber a serviço do poder, seja ele de que espécie for."
Estas palavras podem chocar muitos dos nossos pares - em especial, aqueles que se iludem com o caráter público da universidade, como se esta, por si, reinasse acima das contradições sociais. Acaso o caráter estatal das universidades tira-lhes o conteúdo classista? O saber diplomado e titulado é neutro? A quem servem as universidades?
Parece claro que as universidades expressam as contradições presentes na sociedade. Seu caráter público (estatal) ou privado não isentam-nas de servir a determinados interesses econômicos e políticos. Mas, isto ocorre de forma dialética: a universidade gera o seu oposto, a sua crítica radical.
Não nos iludamos: os críticos somos poucos e nossa margem de manobra é mínima. Rejeitamos o jogo do poder, mas não estamos a salvo da sua sanha. Dizem que somos ingênuos; para outros, malditos. Persistimos sufocados entre a burocracia departamental e a pequenez dos que utilizam todos os meios para, em nome da luta antiburocrática, abocanhar parcelas de poder na estrutura burocrática.
Não sejamos ingênuos diante da retórica esquerdizante: na luta pela posse dos recursos, status e poder, nossos radicalóides utilizam meios que superam os meios dos que afirmam combater. Há alguma coerência entre a retórica e a prática destes pequenos ditadores travestidos de democratas e de moralistas, defensores da 'coisa pública', coisa pública esta que disputam com imensurável gana?
A análise de Tragtenberg sobre a universidade atinge a essência daquilo que a retórica esquerdista dos que se devoram e se consomem para conquistar o poder: seus meios e seus objetivos não-declarados ou disfarçados sob o discurso da defesa do público. De fato, defendem interesses particularistas, posições na estrutura, fatias do manjar que alimenta os espíritos insaciáveis pelo poder.
As "boas almas" rendem-se às exigências da luta pelo poder. Criticam os que estão no poder para melhor articular sua ascensão ao poder; elevados a pequenos potentados, tudo fazem para manter o status alcançado. Negociam cargos e 'almas'.
Tragtenberg nos mostra como a política das "panelas" acadêmicas de corredor universitário e a publicação a qualquer preço de um texto qualquer se constituía no metro para medir o sucesso universitário. Hoje é diferente? Ontem, a maioria dos congressos acadêmicos servia de "mercado humano", onde entravam "em contato pessoas e cargos acadêmicos a serem preenchidos, parecidos aos encontros entre gerentes de hotel, em que se trocam informações sobre inovações técnicas, revê-se velhos amigos e se estabelecem contatos comerciais".Essa realidade mudou?
Hoje, como ontem, nos seminários, colóquios etc., financiados com o dinheiro público ou não, paga-se para apresentar trabalhos a si mesmos ou aos amigos, que se revezam entre falantes e ouvintes. Da mesma forma, o imperativo da quantidade: não interessa o conteúdo e a qualidade do que se publica, mas sim quantos pontos vale; também não importa se alguém lerá o artigo; de preferência que seja publicado em algum país vizinho, pois as revistas internacionais garantem uma pontuação maior. Transformemos aulas em palestras! Nos insinuemos aos nossos amigos para que nos convidem a proferir palestras! Façamos acordos de corredores! É preciso fazer currículo a qualquer custo!
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu nesta quarta-feira manter, com ressalvas, a aplicação da lei 11.738, de julho de 2008, que fixa o piso salarial de R$ 950 para professores em todo país. Pelo texto, o piso deve ser adotado em todos os municípios até 2010. Mas a carga horária será estabelecida pelos Estados e municípios até o julgamento do mérito da ação ---que não tem data para ocorrer.
A aplicação da lei foi questionada, na Suprema Corte, por governadores de cinco Estados (MS, SC, PR, RS e CE). Com a decisão de hoje, os governadores tiveram vitória parcial na ação ajuizada no STF.
Na prática, segundo especialistas, as ressalvas feitas hoje pela Suprema Corte afetam as condutas dos governos estaduais e municipais que terão liberdade para fixar quais os percentuais que os professores terão de ficar em sala de aula.
Apenas os ministros Ellen Gracie e Celso de Mello não participaram da sessão do STF desta quarta-feira. Para os ministros Carlos Alberto Menezes Direito e Cármen Lúcia, os Estados e municípios é que devem definir a carga horária a ser estabelecida para cada professor.
O ministro-relator da ação, Joaquim Barbosa, rejeitou os argumentos contrários à fixação do piso salarial nacional e seguiu as ressalvas apresentadas por Direito e Cármen Lúcia.
Questionamentos
Os governadores do Mato Grosso do Sul, de Santa Catarina, do Paraná, do Rio Grande do Sul e do Ceará reagiram à lei. Para eles, o texto fere a Constituição e estabelece regras que não são claras.
Em defesa da lei, o advogado-geral da União, José Antônio Dias Toffoli, afirmou que o texto foi submetido à votação no Congresso e foi aprovado. Toffoli se referiu ao fato de o Congresso reunir parlamentares de todo país, inclusive dos Estados que questionam a validade da lei.
Para Toffoli, a fixação do piso salarial para os professores levará à melhora da qualidade do ensino público em todo país.
Reações
Para os governadores que recorreram à aplicação da lei, o valor de R$ 950 deve incluir todos os benefícios concedidos aos professores, como vale-transporte, tíquete refeição e gratificações, entre outros.
Segundo a defesa dos governadores, eles não são contrários ao piso, mas alegam que há armadilhas no texto da lei. Para eles, o texto fere a Constituição ao não diferenciar as várias categorias de professores ---do início da carreira até à etapa final.
Segundo os advogados de defesa dos governadores, a fixação de um piso nacional transgride os preceitos constitucionais por desrespeitar a autonomia dos Estados.
Só no Rio Grande Sul, o governo do Estado informou que se a medida for adotada como determina a lei, será necessário contratar mais 27 mil professores.
Link: http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u480736.shtml
O prof. Antonio Ozaí da Silva está lançando livro novo! Neste lançamento ele conta a trajetória de Maurício Tratenberg, um importante intelectual brasileiro, que eu ainda tenho muita pouca leitura, mas pelas referencias que já escutei, foi alguém que lutou bravamente pela educação neste país.
Veja o e-mail comentando o livro que recebi:
Este é um livro sobre um intelectual inovador a quem o Brasil ainda deve, mas que o pensamento crítico vem reconhecendo paulatinamente. Um autor que pensou e contribuiu para a educação de modo não-formal, incomum e essencialmente crítico, confiando no papel formador da negação dialética do instituído. Sem se reter aos espaços que tradicionalmente se convencionou delimitar por "acadêmicos", como Gorki ele considerava as vivências e lutas de sua trajetória como "as minhas universidades".
Não é gratuito, portanto, que Antonio Ozaí da Silva inicie esta obra sobre Maurício Tragtenberg esquadrinhando os contextos de sua vida e os influxos de seu engajamento militante. O tema da educação libertária não pode ser apreendido nem encerrado nos marcos investigativos do formalismo pedagógico institucional. Isto é, filosoficamente compreendida, a obra de Ozaí lida com um método de abordagem que sabe reconhecer, respeita e não elide o que lhe demanda a natureza do seu objeto de análise.
O livro esclarece, com propriedade, que Tragtenberg, ele mesmo de formação parcialmente autodidata, articula o seu princípio político-pedagógico libertário a partir da defesa da auto-organização dos trabalhadores. Crítico da cisão teoria–prática e da hierarquia intelectual manifestas no homo academicus, ele via na autogestão dos operários o modo social destes recobrarem integralmente o saber e a condição intelectual deles apartados pela classe dominante, que os marginaliza no processo do fazer, negando-lhes o do conhecer.
Com uma obra marcada pelo decantamento crítico das raízes e da natureza histórico-social da dominação burocrática, Tragtenberg levou para a análise da educação os seus princípios teóricos mais gerais. Introduzindo e impondo respeito à pedagogia libertária na universidade brasileira, atacou a ritualística adestradora da educação burocrático-formal, fazendo da defesa da autogestão educacional, da autonomia do indivíduo e da solidariedade anticoncorrencial as balizas de sua pedagogia integral e igualitária, centrada nos interesses dos educandos.
Por fim, este estudo sobre a práxis militante e educativa de Tragtenberg carrega, ainda, um interesse peculiar: na sua leitura do mestre Tragtenberg – título que ele recusaria –, essas páginas vão calando uma a uma, e revelam, de quebra, parte dos fundamentos inspiradores de onde brota o perfil engajado antielitista do próprio cientista social e educador Antonio Ozaí da Silva, manifesto em seu notável empenho, como escritor e editor, pela qualificação crítica e plural da cultura. Enquanto continuidade dessa práxis educativa igualmente informal, essas páginas compõem uma exposição que honra a justa crítica de Tragtenberg ao vetusto e socialmente inútil elitismo acadêmico.
Paulo Denisar Fraga
Professor de Filosofia, Metodologia da Ciência e Pesquisa da Universidade Federal de Alfenas, MG
Sinopse (resumo) O leitor tem em suas mãos um livro que representa um exercício de pedagogia crítica porque rememora para as gerações atuais e futuras o pensamento e a prática do pensador social, educador e ativista político Maurício Tragtenberg, reconhecido por sua atuação libertária nos processos educativos e políticos, tanto no sistema escolar formal, quanto nas redes de movimentos sociais, e sempre empenhado em trazer para o espaço burocrático administrado da universidade a concepção do conhecimento como projeto de emancipação; bem como em realizar uma intervenção política libertária que leve para o restante da experiência social os conhecimentos construídos na universidade.
Ao discutir os vários momentos da trajetória pessoal, política e pedagógica de Maurício Tragtenberg, este livro torna explícita a intenção do autor em realizar uma possível continuidade para a pedagogia do exemplo proposta e praticada por Tragtenberg e experienciada diretamente por Antonio Ozaí da Silva, em uma demonstração de que nos processos investigativos e educativos não há sujeitos nem objetos, pois o outrora professor Tragtenberg, com sua ação pedagógica se transforma em tema de um estudo de um ex-orientando, atualmente professor, pesquisador e ativista empenhado em uma política cultural radical, e que através deste trabalho nos propicia uma espécie de sublimação da dor que sentimos com a perda daquele que consideramos "o mestre": Maurício Tragtenberg.
Walter Praxedes
Doutor em Educação pela USP e docente da Universidade Estadual de Maringá
Sobre o autor
Antonio Ozaí da Silva é graduado em Ciências Sociais pelo Centro Universitário Fundação Santo André e mestre pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo sob a orientação de Maurício Tragtenberg. É doutor em Educação pela Universidade de São Paulo sob a orientação de Nelson Piletti e professor do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Estadual de Maringá, PR. É editor dos periódicos Revista Espaço Acadêmico, Urutágua e Acta Scientiarum: Human and Social Sciences, sendo autor de inúmeros artigos e do livro História das tendências no Brasil (SP: Proposta, 1987), que teve grande repercussão no estudo da formação das organizações, grupos e partidos da esquerda brasileira.