Comentário do Bartolomeu na comunidade de C. Sociais UEM

Tirando a parte da Marcha da Maconha... por razoes estritamente pessoais... concordo com tudo o que ele disse... quem diria...
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Muitas pessoas, especialmente no movimento estudantil centralizado da UEM, acreditam que a única forma de luta válida é pelas instituições oficiais vigentes. Muitos acham que os movimentos sociais devem ficar estagnados na burocracia estatal, pois leis são leis que são leis. Quem são os estudantes ou outros setores da sociedade para questionar as leis ou, pior ainda, romper alguma lei? Dura lex regi lex. Pixar uma obra pública inutil (nunca ví alguém usando), feita às pressas para favorecer a oligarquia Barros antes da eleição municipal, será o principal resonsável pela campanha de repressão aos estudantes. A prefeitura, que antes nos abençoava com lei seca, bala de borracha, porrada, falta de policiamento fora do vestibular, agora vai se zangar mesmo e reverter sua política gentil. Os estudantes devem tremer de medo quando ouvem o nome Sílvio, mesmo se for apenas o Sílvio Santos. Esqueçam esse negócio de protesto gente, a direita não gosta dessa parada. Escrevam cartas à Sílvio, entreguem flores à polícia, rezem para Jesuis, esqueçam de seu direito constitucional de tomarem se querem e de se manifestarem em público. Aqueles estudantes da USP que invadiram a reitoria, tem que colocar tudo na cadeia, pois dura lex regi lex, aquilo não é permitido. O MST deve deixar de existir neste instante, assim como o MTST e todos os movimentos sociais do Brasil. Aqueles que se atrevem a pixar uma obra do Imperador Sílvo, pior ainda, devem ser degolados. Porém degolados com amor. Os pobres ciclistas de Maringá correm o risco de tropeçar com a pixação e se machucarem. Aliás, a pixação é praticamente uma tentativa de homicídio. Ou, pior ainda, de genocídio. Pessoas correm o risco de ver a obra, e imagine que catástrofe se o índice de popularidade do Sílvio chegasse à cair. O irmão dele pode não ser eleito senador! Deixem de se manifestar galera, a parada agora é entregar rosas à Sílvio e à Polícia, afinal, o amor resolve. Malditos pixadores esquerdistas, estragaram uma obra pública. Agora ninguém pode usar.
A direita que chore, porque certo ou errado, os estudantes vão pixar mesmo esse ano. Os estudantes vão saír às ruas para tomar, festar e se manifestar. A direita corre logo para derramar seu pranto sobre vandalismo e dinheiro público e bla bla bla. Lembro agora à duas questões importantes. Em primeiro lugar, a prefeitura paga o salário de vários guardas municipais para proteger o patrimônio público do município, especialmente a Vila Olímpica. Antes de chorarem porque vai custar 100 reais de tinta à prefeitura para tirar a pixação, porque não perguntam o que é feito com o dinheiro público gasto com a Guarda Municipal, e a rasão da Guarda Municipal não fazer valer o dinheiro que recebe? Oops, esquecí que não posso questionar o Imperador Sílvio. Em segundo lugar, quero lembrar aqueles que mal conhecem as leis da física que, embora a tinta provoque uma ligeira elevação na pista, ela não é suficiente para dificultar ou impedir o uso da pista. A pista mal foi usada até agora, e isso não foi por causa de nenhuma pixação. Cadê o amor gente? O pixador é meu herói, tem mais coragem que esse movimento estudantil mesquinho da UEM. As vezes é preciso agir, em vez de ficar jogando sinuca e vasculhando o orkut. Quando alguma chapa está no comando, vemos a estagnação das lutas estudantis. Mas quando nenhuma chapa está mandando, vemo atos no Willy Davids no meio do ano, atos pelas ruas do Jardim Universitário no final do ano (do qual o Bonde e a Caminhando participaram, porém não comandaram), e sarau improvisado (do qual o Bonde se negou à fazer parte, e após que os computadores do DCE foram usados para imprimir alguns flyers do sarau pelos próprios membros do Bonde, a diretoria proibiu os estudantes de usarem os computadores do DCE). Muito amor gente. Este ano pretendo fazer muito amor. Só não me esperem para entregar rosas à fascistas fardados. Mas podem me esperar para colocar a cara para bater no vestibular e na Marcha da Maconha Maringá 2009.

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