12 abril 2009

WRY em Sorocaba





Que show animal... um dos melhores que já fui na vida, to surdo tamanha a altura e distorçoes das guitarras e rouco de tanto gritar as músicas... animal, animal, animal, histórico mesmo.... amanha comento mais...

11 abril 2009

E volta o cão arrependido

"E volta o cão arrependido,
com suas orelhas tao fartaso seu osso roido
e o rabo entre as patas..."
(fora a reboladinha básica do chaves)

o verso é repetido 44 vezes...

"e volta o cão....."

09 abril 2009

Requiao veta piso paranaense para a educação


Do Blog Política em Debate, mas visto primeiramente no Blog do Edson Lima, ufa!

*

Requião retirou oficialmente da Assembleia o projeto que previa a criação do piso estadual de R$ 1.392,00 para os professores públicos. A denúncia acaba de ser feita na Assembleia pelo líder da oposição, deputado Élio Rusch (DEM). “O governador engana seus funcionários. É importante que todos os professores do Estado saibam o que Requião fez hoje”, afirma o Democrata.

O texto foi encaminhado no final do ano passado, como forma de justificar a assinatura de Requião na Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin), que questiona o piso nacional de R$ 950,00 para o magistério. O mínimo nacional só não entrou em vigor por conta da Adin que leva a rúbrica do governador do Paraná.

Neste momento, Requião e família curtem férias na Europa.

As Universidades Francesas estão em greve ilimitada - ApeloInternacional

Recebi no e-mail, esta notícia, estou repassando... depois comento...

Prezados Colegas,é consabido o estado de greve em que se encontram as Universidades francesashá dois meses. Trata-se de uma greve contra o projeto de reforma propostopelo presidente Nicolas Sakozy através de sua ministra da educação,Valérie Pécresse. O projeto de reforma foi imposto às Universidades e dentresuas medidas constam a extinção do CNRS e o fim do estatuto doprofessor-pesquisador.Podemos outorgar nosso apoio a esse movimento subscrevendo o Apelo abaixo.Para fazê-lo, basta acessar o seguinte endereço:http://math.univ-lyon1.fr/appel/

Cordialmente, Marlon Salomon.

*As Universidades Francesas estão em greve ilimitada*

A França possuía um serviço público de ensino superior e de pesquisa dequalidade, gozando de independência, de liberdade e de consideração. Emalguns meses, o governo decidiu, brutalmente e sem concertação, destruí-lo etransformá-lo em uma espécie de mercado do conhecimento, da precariedade edo arbitrário. Os professores-pesquisadores perdem seus estatutos ; seushorários passam a ser segundo « a vontade do freguês ».Os postos estatuários diminuem de maneira drástica para dar lugara empregos temporários, aleatórios e dependentes.Os doutorandos poderão ser licenciados sem motivo nos seisprimeiros meses e serão colocados à disposição de empresas semreconhecimento nem direitos.A formação dos professores é saqueada.As Universidades, tornadas « autônomas » (de fato, sobretudo,concorrentes e sob contrôle estatal reforçado) e sem orçamento suficiente,ver-se-ão evidentemente dentro em pouco constrangidas a tornar pago o ensinoe a se submeter aos agentes financeiros de suas regiões.O CNRS é suprimido e transformado em agência de meiosdistribuídos por tecnocratas.Os pesquisadores são avaliados segundo critérios « quantitativos » ineptos einadaptados, rejeitados por todas as sociedades científicas. Nós, universitários e pesquisadores de todos os países, reconhecemos nissomedidas burocráticas, venais e perigosas, que se tentou e se tenta impor emoutros países. Por essa razão nós somos solidários aos universitários franceses. Se, nopaís da Enciclopédia, de Voltaire e de Rousseau, da Declaração dos Direitosdo Homem, a educação e a pesquisa são reduzidas ao estado de comércio esubmetidas à discreção dos poderes, é a liberdade do mundo inteiro que seencontra ameaçada.http://math.univ-lyon1.fr/appel/

Novidades do orkut

"Que feio, servidor! Você não pode fazer isso" - a mais nova gracinha do orkut, bem lembrado pelo Contessouto no seu Twitter...

Eu achei que era vírus quando essa frase apareceu pela primeira vez no meu pc...

Seatle Days

Putz... pena nao poder ir...

06 abril 2009

Fórmula 1


"F1 não tem farol" (BUENO, G.)


By Rodrigo Contessouto... atacando agora de Twitter...

Ops.....


Keane - Perfect Symmetry

As vezes o dificil é fazer o simples...

*

I shake through the wreckage for signs of life
Scrolling through the paragraphs
Clicking through the photographs
I wish I could make sense of what we do
Burning down the capitals
The wisest of the animals

Who are you?
What are you living for?
Tooth for tooth
Maybe we'll go one more

This life is lived in perfect symmetry
What I do
That will be done to me

Read page after page of analysis
Looking for the final score
We're no closer than we were before

Who are you?
What are you fighting for?
Holy truth
Brother I choose

This mortal life, lived in perfect symmetry
What I doThat will be done to me
As the needle slips into the run-out groove
LoveMaybe you'll feel it too

And maybe you'll find life is unkind
And over so soon
There is no golden gate
There is no heaven waiting for you

Oh boy, you oughta leave this town
Get out while you can
The meter's running down
The voices in the streets you love
Everything is better when you hear that sound
Woah!Woah!Woah!

Spineless dreamers
Hide in churches
Pieces of, pieces of
Rush hour buses
I dream in e-mails
Worn-out phrases
Mile after mile of just
Empty pages

Wrap yourself around me
Wrap yourself around me
As the needle slips into the run-out groove
Maybe you'll feel it too
Maybe you'll feel it tooSpineless dreamers (Maybe you'll feel it too)
Hide in churches (Maybe you'll feel it too)
Pieces of, pieces ofRush hour busesI dream in e-mails
Worn-out phrasesMile after mile of just
Empty pages

03 abril 2009

Desanimo...

É............... ______________________________________________________ melhor não lerem o que ia escrever...

02 abril 2009

Charlie Chaplin: Ou quando o povo se faz imagem

Foi primeiramente com Charles Chaplin que o povo se fez cinema: “Chaplin ilumina o século XX, porque nele o Povo se faz Imagem”, gritou Glauber Rocha: bombeiros, caixeiro, doceiro, aprendiz, emigrante, comunista, noivo, operário, patinador, maquinista, soldado, músico, peregrino, artista de circo, marinheiro...

[...]

Como é possível “ser tão sozinho em meio a tantos ombros,/ andar aos mil num corpo só, fanzino,/ e ter braços enormes sobre as casas,/ ter um pé em Guerrero e outro no Texas,/ falar assim chinês, a maranhense,/ a russo, a negro: ser um só, de todos,/ sem palavra, sem filtro, sem opala”? (DRUMMOND, Carlos. Canto ao Homem do Povo Charles Chaplin. In: A Rosa do Povo).

[...]

Transcrevo Glauber Rocha: “Em Chaplin estão condicionados valores eternos; por isso negou o originalismo, a masturbação artística e pseudo-inovadores de uma Arte que só nele se realizou como expressão de vida e que só em raros gênios encontrou continuação. Querer situa-lo como Cineasta não o justifica; Chaplin é um complexo artístico que transcende ao Cinema” (In: ROCHA, Glauber. O Século do Cinema).

[...]

Walter da Silveira viu Chaplin transcender o indivíduo rumo a uma profundeza social exatamente na passagem de ‘Luzes da Cidade’ para ‘Tempos Modernos’.

Até Luzes da Cidade, filme anterior a Tempos Modernos “a arte chapliniana consistia no homem chapliniano, em Carlitos, o vagabundo da cartola, da bengala, das botinas rotas e do bigodinho que Hitler plagiou. Era uma arte tirada da vida, era mesmo a vida filmada, tal a ausência de ficção nos seus argumentos. Mas, era, também, uma arte olhada sob o prisma individualista, uma arte que vivia em função de uma personalidade – paria medroso e perseguido, que via na fuga a única solução possível para as suas atribulações. Desaparecido o homem, desapareceria a via, desapareceria a arte: o mundo de Charlot. [...] É o que não acontece em Tempos Modernos. Neste predomina a arte social esta é dirigida num sentido político. O homem chapliniano continua existindo, mas a sua individualidade já interessa menos do que a vida que ele representa. [...] Não é mais ‘um homem perdido no mundo’, ‘inconsciente do seu drama’. É agora alguém que conhece o sentido da existência e que sabe quanto a liberdade é inútil quando não recursos econômicos para gozá-la. Seu aspecto exterior de antigo vagabundo esconde a intima aflição do atual operário, lançado ao desemprego pela mecanização estúpida das fábricas. Carlitos tornou-se um sem-trabalho em busca de colocação, um representante numérico de todo uma classe sofredora” (SILVEIRA, Walter. O novo sentido da arte de Chaplin. In: Revista Ângulos, n. XII, ano VII, dez., 1957, p. 113-117)

[...]

“Ó, Carlito, meu e nosso amigo, teus sapatos e teu bigode caminham numa estrada de pó e esperança” (Drummond).

[...]

“E no fim, aquele quadro genialmente simples, genialmente expressivo, aquele desfecho alegórico como só dois homens sabem fazer no cinema – Chaplin e King Vidor: a estrada longa e deserta, anunciadora de uma nova vida cheia de liberdade, envolta no fulgor da alvorada” (Walter da Silveira).

01 abril 2009

Maíra BBB9 - Cena de sexo


Descobri hj que a absurdamente gostosa Maíra do BBB9 teve um vídeo onde faz sexo com um ex rolando na net... Enfim, óbvio que não vou coloca-lo aqui, mas ele é fácil de encontrar no ares ou no e-mule... A versão que achei tem por volta de 1:05 min, se alguém conseguiu uma versão maior me mande!!!

Abaixo coloquei um vídeo de sátira que encontrei "pesquisando" sobre o assunto... hehe...


31 março 2009

O desastre na Educação paulista

28/03/2009 - 10:20

Dia desses conversava com um consultor de uma grande empresa de auditoria internacional. Ele terminara um amplo estudo sobre modelos educacionais em diversos países.A conversa era sobre a decisão da Secretaria da Educação de São Paulo de terceirizar os serviços de limpeza. O projeto é bom, redondo. É descentralizado, cada regional monta a sua licitação. Funcionários são preparados para gerenciar contratos, avaliar resultados da limpeza. E o diretor da escola fica desobrigado de trabalhos que consumiam seu tempo, impedindo de focar na questão pedagógica.Mesmo assim, me dizia ele - confirmando o que eu já ouvira de diversos setores ligados à Educação paulista - os métodos de Maria Helena, a secretária recém demitida, eram excessivamente truculentos. Ele comparava com o modelo mineiro, em que a Secretaria procurara o diálogo, a conversa branda de convencimento sobre os novos valores de gestão.


Novos ricos da gestãoEm São Paulo, Maria Helena parecia uma nova rica da gestão, desses que dominam algumas técnicas e se julgam acima dos mortais comuns. Qualquer gestor eficiente sabe que o ponto central de todo programa é a área de recursos humanos, é a montagem de um modelo, o convite para as pessoas aderirem, a compreensão para as dificuldades iniciais de adaptação. É conquistar corações e mentes para o novo modelo.Como São Paulo não tem modelo de gestão e o governo José Serra tende a considerar qualquer resistência do funcionalismo como boicote, deixou-se a Secretária à solta. E uma bandeira relevante - o da avaliação e da meritocracia - tornou-se um trambolho, devido à soma mortal de amadorismo e arrogância.Montou-se um modelo que deveria premiar melhorias incrementais nas escolas. Não se deveria comparar simplesmente uma escola com outra, justamente devido ao fato de estarem em ambientes não homogêneos. Sendo assim, as melhores escolas continuariam sendo sempre as melhores e as piores, mesmo melhorando, não teriam incentivo para permaneceram na trilha do aprimoramento. Estava correto.

Qual a saída desses gênios da gestão? Decidiu-se que a premiação (e respectivos bônus de desempenho) seria apenas para melhorias. Conclusão, como é mais fácil melhorar as piores, estas foram premiadas. Como não sabiam como é difícil manter graus de excelência, as melhores escolas, que conservaram sua qualidade, foram punidas, nada ganharam, porque não melhoraram o que já era bom.Com isso, o modelo Serra de modernização da gestão na educação conseguiu colocar contra si seus principais aliados: as escolas que eram modelo de excelência.Além disso resultado absoluto foi decepcionante, dando continuidade à sequência de secretários da educação que estão desmantelando o ensino paulista.


Por Andre Araujo

O modelo economicista na educação começou no Governo Covas. Implantou-se um método de “”management”” puramente orçamentário, centrado no corte de custos, onde de cara sairam os guardas escolares, que eram mantidos pelo BANESER, empresa que foi fechada porque era considerada um reduto quercista mas que tinha muitos bons profissionais contratados no mercado de trabalho alocados em todo o Governo. Tambem foram fechadas escolinhas de futebol e outras iniciativas que vinham do governo Quercia, que tinha bastante atenção com a area de educação e bem estar social, inclusive com otimas creches estaduais bancadas por estatais, todas fechadas pelo governo Covas.O estilo “”management”, exclusivamente financeiro pouco ligava para o que pensava a area que cuidava do ensino. Sob o tacão de Secretarios truculentos perdeu-se a motivação do professorado e com a aprovação automática o professor perdeu o resto de autoridade que tinha na classe.

O sistema ruiu de alto a baixo, com uma nova violencia dentro das salas de aula, entre alunos e destes contra os professores, alem da violência externa com marginais rondando as escolas, já não haviam mais os guardas do Baneser.Se há um desastre que que se pode debitar exclusivamente aos tucanos, é a ruina da educação paulista. Por incrivel que possa parecer, os mais intelectualizados politicos brasileiros trataram a educação como um almoxarifado, a ponto da educação paulista, tradicionalmente a melhor do Pais, ser hoje uma das piores, muito atrás do Rio e Minas, que mantiveram mais ou menos a estrutura tradicional na mão de educadores .A persistência no erro continua e se magnifica com a entrada de Paulo Renato, o Papa dessa linhagem de gerentões de escolas, a antítese do educador apaixonado pela educação, vai ser a continuidade da mesma visão puramente planilhista e estatistica, longe das reais necessidades de um sistema de educação, que começa pelo olhar missionário do educador, uma função nobre que exige vocação.


Por Waldyr Kopezky

Nunca houve compromisso nenhum dos governos de SP com o ensino público, gente! Para quem não se lembra (porque se alguém não lembrar, ninguém fala e a história é reescrita), a progressão continuada foi a saída fácil para manter um fluxo de dinheiro que vinha da UNESCO desde os anos 80, e que visava patrocinar nos países em desenvolvimento na luta pelo fim do analfabetismo. Pois bem, na época do governo Mário Covas o projeto da UNESCO atingia uma de suas fases de transformação: após anos e anos enviando dinheiro (graúdo!) para os países, agora o órgão da ONU exigia uma contrapartida para a manutenção do fluxo de verbas: que os governos apresentassem dados que comprovassem a melhoria nos índices de aprovação e a diminuição dos números de evasão escolar.Covas - talvez num dos pouco momentos em que ele poderia se envergonhar, em sua carreira política - cede à uma ideia de FHC: a implantação - de cima para baixo - de um projeto de ensino moderno, construtivista, consagrado, de um educador irrepreensível: Paulo Freire. Estava aberta a porta para a progressão continuada. Repetência zero trazia duas vantagens: 1. os números de aprovação cresceriam, sem nenhum custo adicional e 2. a escola sem repetência seria um chamariz para a juventude humilde, que buscaria a graduação sem esforço. Foi isso. Os números subiram, a meta da UNESCO foi atingida e o fluxo de dinheiro foi mantido nos anos subsequentes. Tudo isso sem - claro, evidente! - melhorar o sistema de ensino, sem qualificar educadores ou aparelhá-los para uma mudança de avaliação tão radical. Isso tudo só piorou: hoje temos uma geração de semi-analfabetos (são muito piores que os analfabetos totais, ou “absolute beginners”) que estão na oitava série mas mal sabem escrever ou entender uma leitura; pensam que sabem, que são esclarecidos, mas não percebem em sua semi-ignorância que são o perfil ideal de público de massa: mero “gado” guiado, rebanho dócil e facilmente manobrado pela mídia e pelos políticos.

Nunca teve nada a ver com “gestão educacional”, “modelo de ensino” ou “mudança de paradigma”. Gente, foi ganância pura e simples, misturada a um projeto político de subserviência! http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/03/28/o-desastre-na-educacao-paulista/"Não devemos ter vergonha de falar do que D´us não teve vergonha de criar" (S. Clemente)

Pentágono leva acadêmicos ao Afeganistão para aumentar eficácia de estratégias usadas contra insurgentes

O Estado de S. Paulo, 29/03/2009

Pentágono leva acadêmicos ao Afeganistão para aumentar eficácia de estratégias usadas contra insurgentes Roberto Simon escreve para “O Estado de SP”:Ao anunciar sua nova estratégia para o Afeganistão, na sexta-feira, o presidente americano, Barack Obama, reforçou a ideia de que não se pode vencer o Taleban apenas pela força das armas. Já faz tempo, porém, que os EUA implementam no front afegão – e mesmo no iraquiano – ações que fogem do campo estritamente militar. Uma delas é o uso de cientistas sociais, sobretudo antropólogos, com o objetivo de compreender a cultura local e, assim, oferecer soluções na redução da violência. Com a guinada estratégica de Obama, é provável que a iniciativa cresça.Batizado de "Human Terrain System" (Sistema Terreno Humano), o programa tem por objetivo "responder à demanda de militares em combate por informações de ordem sociocultural" , informa a BAE, empresa que presta o serviço. Em 2005, ano em que foi inaugurado, o projeto teve um orçamento de US$ 40 milhões. O "soldo" do especialista é de até US$ 400 mil por ano. À época, foram enviadas 6 equipes ao Afeganistão e 21 ao Iraque.No campo de batalha, os antropólogos - acadêmicos civis - usam uniforme militar e, em grupos de cinco a nove, integram unidades de combate. Durante patrulhas pelas ruas, eles analisam construções, sistemas de subsistência, entrevistam moradores e vasculham latas de lixo para destrinchar a sociedade local."Somos ótimos em matar pessoas e destruir coisas, mas para sermos relevantes no século 21, devemos nos adaptar. Precisamos do apoio da população e, para isso, devemos entender sua organização", disse o coordenador do programa, o coronel Steve Fondecaro, à revista Wired.ResultadosA ação de uma divisão aerotransportada no leste do Afeganistão, em 2006, é um dos exemplos de sucesso dos antropólogos citados pelo Pentágono. Um relatório conta que tropas dos EUA estavam sob constante ataque, apesar das tentativas de negociar com os homens mais velhos da região. Após observações, um antropólogo concluiu que os líderes não eram os anciãos, mas os mulás. O diálogo com os religiosos teria rendido um acordo, além da captura de 80 taleban, 10 militantes paquistaneses e 32 árabes. Um mulá ainda concordou em discursar contra o Taleban em uma rádio.Especialista em antropologia da guerra da Universidade de Illinois, Jonathan Haas não considera "legítimo o uso do conhecimento antropológico" na guerra ao terror. Dividida, a Associação Americana de Antropologia (AAA) publicou um comunicado no qual recomenda a seus membros não participarem do programa. "Mas os limites éticos são tênues e não se pode ver a situação em branco e preto", disse Haas ao Estado. Ele cita o exemplo de um programa de habitação promovido pelos EUA no Afeganistão, que tinha parcos resultados pela falta de conhecimento sobre a cultura local. "Um antropólogo que trabalhava com os militares viu que as casas tradicionais tinham grandes salas, que serviam como um importante espaço de sociabilização, enquanto as novas construções tinham salinhas. Estava aí o problema." Neste caso, conclui Haas, a ação seria positiva, pois estaria a serviço da população.Hugh Gusterson, antropólogo da Universidade George Mason, discorda. Em 2006, ele liderou um abaixo assinado na AAA contra o programa. "Antropólogos do Human Terrain dividem informação sobre pessoas estudadas com uma organização que prende e mata alguns desses indivíduos", afirma Gusterson. "Apesar dos salários atrativos, eles têm enfrentado dificuldades em recrutar antropólogos. Militares começaram a criticar o programa e há denúncias de corrupção por parte da BAE."Em janeiro, o assassinato de uma antropóloga do programa esquentou o debate. Rodeada por soldados, Paula Lloyd entrevistava um afegão sobre o preço do óleo de cozinha. Ela havia formulado uma teoria que relacionava a cotação do produto com o poder de insurgentes sobre rotas de suprimentos - quanto maior o controle do Taleban, menos óleo chegava ao vilarejo e o preço subia.Solícito, o entrevistado respondeu enquanto segurava um balde com a substância. Quando os militares se preparavam para andar, o homem jogou o óleo sobre Paula e ateou fogo. Pouco depois, um colega antropólogo disparou contra a cabeça do agressor.Apesar de polêmica, a presença da antropologia na guerra deve crescer com Obama, mas provavelmente sob diferentes formas. Para Gusterson, os cientistas sociais participarão de programas de reconstrução, enquanto os manuais militares incorporarão a antropologia.

30 março 2009

Beth Gibbons & Rustin Man - Funny Time of Year @ Paleo 2003

Chapou mermão... isso é música...

Super Punch Out - SNES

Este game é clássico entre os clássicos, sugiro que leia o texto do blog Loading Time sobre ele, o endereço na lista de links.
Eu nunca consegui passar do nível tres, e o cara do video mata praticamente todos os oponentes em menos de 10 segundos cada um!
A parte dois esta nas referencias finais do video... nao coloquei junto para o blog nao ficar pesado...

Baile de Aluminio II




Kblo insano de black power de nv...

Baile da Cidade de Aluminio

Essa foto é a melhor... Foi no Baile da Cidade de Aluminio neste fim de semana...

Segundo o Kblo, que tirou a foto, o cara nem conhecia a mina e tv louco de vodka, colou, tirou casquinha, mas nao pegou....

29 março 2009

Fórmula 1 - Brawn





Esse carro da Brawn é bonito demais... talvez um dos mais loucos que já vi na F-1

Fórmula 1 - Rubinho II

Mas, e como sempre tudo tem um "mas", pô Rubinho!!! 90 anos de Fórmula 1 e não saber largar direito é feio demais hein!!! =/ Fiquei até as tres da manha acordado pra ver vc fazer caca veio...

Fórmula 1 - Rubinho

O Brasil devia se orgulhar de ter um esportista com a guarra desse sujeito, depois de tudo que ele passou na categoria, ainda ter forças de vontade para continuar, é algo louvável e digno de um vencedor, só este país colonizado que não percebe isto...

Corinthians X Guarani

O Timão ou timinho, podia começar a jogar bola, pq senão... Da pra acreditar que o melhor jogador do time é o Gornaldo?

28 março 2009

Palmeiras X Sao Paulo...

Podia os dois perder...

Gatos


Que "meiguice"... achei essa foto fuçando o orkut de uma mina ae... resolvi colocar no blog... é meu mesmo... com erros ortograficos e defeitos... huahauhauhauhauhauha

Tem dias que...

... parece que é assim mesmo... =/

Ex-ministro Paulo Renato assume Secretaria de Educação de São Paulo

MÔNICA BERGAMOColunista da Folha
Atualizado às 12h43.


O ex-ministro Paulo Renato de Souza vai assumir no dia 15 de abril a secretaria de Educação de São Paulo. Deputado federal pelo PSDB de São Paulo, ele irá substituir Maria Helena Guimarães.

Na versão que o Palácio dos Bandeirantes vai divulgar ainda nesta sexta-feira, a secretária deixou o cargo a pedido. A divulgação será feita pelo governador José Serra (PSDB).

Na tarde de quinta-feira (26), Guimarães esteve, ao lado do governador, durante a inauguração do espaço Catavento, no centro de São Paulo.


Neste mês, a secretaria foi duramente criticada por professores da rede estadual por causa de erros em 500 mil livros didáticos distribuídos pela pasta.


Um livro didático de geografia, usado por alunos da 6ª série do ensino fundamental nas escolas públicas, mostra o Paraguai duas vezes em um mapa da América do Sul e exclui o Equador. O problema aparece tanto nos livros destinados aos estudantes quanto nas publicações destinadas aos professores.


No dia 19, a secretaria informou que determinou à Fundação Vanzolini a troca das publicações com erros. De acordo com a secretaria, a instituição arcará com todos os custos da troca, incluindo a impressão e a distribuição.
Segurança


Esta foi a segunda troca de secretários do governo paulista em apenas um mês. No último dia 17, Ronaldo Marzagão, então secretário da Segurança Pública, pediu demissão do cargo.
Apesar de ter alegado "motivos estritamente pessoais", o desgaste provocado por escândalos de corrupção envolvendo policiais civis e militares, além da greve da Polícia Civil de São Paulo no ano passado, contribuíram para sua saída.


Em seu lugar, Serra nomeou seu então secretário da Administração Penitenciária, Antonio Ferreira Pinto, para a pasta.


Desde que assumiu, Ferreira Pinto substituiu o comando das polícias Civil e Militar. No lugar de Maurício Lemos Freire, delegado-geral da Polícia Civil na gestão Marzagão, o secretário nomeou o ex-diretor do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) Domingos Paulo Neto.


Ferreira Pinto também anunciou o nome do novo comandante da PM (Polícia Militar) de São Paulo: o coronel Álvaro Camilo. O oficial, que atualmente comanda o policiamento ostensivo no centro de São Paulo, assumirá o cargo em 15 de abril, quando substituirá o atual comandante, coronel Roberto Antonio Diniz.

link: http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u541470.shtml

25 março 2009

Oasis - Let there be love

Esta música é linda, um exemplo de como fazer música simples e complexa ao mesmo tempo...

23 março 2009

The Economist reconhece equívoco nas privatizações da era FHC

Recebi por e-mail este texto, não tenho a fonte, mas ele é bem interessante, contém alguns erros que o leitor logo verá, noentanto, recomendo a leitura.]

*

Ter, 10 de Março de 2009 19:31

Matéria da revista inglesa The Economist publicada na semana passada reconhece o equívoco de um dos principais pilares do Governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB): a venda indiscriminada de empresas e bancos estatais. No texto, a publicação afirma que até há pouco tempo no Brasil acreditava-se que um fatores prejudiciais à economia brasileira seria a influência estatal no setor financeiro. Segundo a revista, entretanto, esse controle estatal é o que dá hoje ao País uma situação favorável perante os demais países e, diante da crise mundial, confere uma "situação favorável incomum ao Brasil". A matéria se refere à manutenção da gestão estatal, por parte do Governo Luiz Inácio Lula da Silva, do Banco do Brasil, da Caixa Econômica e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), instituições financeiras líderes de empréstimos para empresas e que FHC tentou, sem sucesso, privatizar. "Outros países estão tentando descobrir como alavancar bancos e direcionar o crédito para as necessidades identificadas.
Isso é algo que o Brasil faz, inclusive quando não era 'moda'. Nos bancos privados, as exigências de depósitos e garantias para financiamentos os impediram de correr os riscos financeiros que acabaram por derrubar bancos na Europa e nos Estados Unidos. Até agora, o crédito do Brasil foi 'mordiscado', mas não 'triturado'", destacou o texto. A matéria também sustenta que, na comparação com o passado recente e com outros países, a economia do Brasil está em boa forma. "O FMI prevê que somente os países em desenvolvimento na Ásia, África e Oriente Médio terão melhores resultados em 2009. Em comparação com o contexto anterior, no qual o Brasil sofria uma parada cardíaca a cada estresse de outras economias, isso é impressionante", diz o texto. A matéria aponta ainda que as razões para a melhoria do crescimento do País estão fortemente atreladas à melhoria do nível da dívida do setor público, que foi um ponto fraco e agora se mantém abaixo dos 40% do PIB, e a outros fatores. "Os empréstimos em moeda estrangeira foram trocados principalmente por títulos em reais.
Além disso, o País acumulou US$ 200 milhões em reservas internacionais para defender o real; seu déficit em conta corrente é pequeno e, o mais importante, a crise não está aumentando a inflação. Isso permite que o Banco Central reduza a taxa básica de juros da economia, permitindo um custo mais barato para a dívida pública. É a primeira vez que o Brasil adota uma política monetária anticíclica", afirma o texto. Ao analisar a matéria, o deputado Fernando Ferro (PT/PE) afirmou que o Brasil tem fôlego para enfrentar a crise mundial por conta da resistência contra a onda de privatização que aconteceu na América Latina. "Conseguimos, no Brasil, sustentar como oposição, e com ajuda da reação da sociedade, esse processo de liquidação do patrimônio público. Agora se descobriu, no auge da crise, que é preciso a presença do Estado e estão todos tentando estatizar bancos falidos.
Ou seja, transferir recursos públicos para a iniciativa privada", afirmou. Segundo ele, a privatização de empresas de energia e de telecomunicações no Governo FHC teve consequências desastrosas. "Hoje nos deparamos com as maiores tarifas de energia elétrica do mundo e temos problemas com altas tarifas da comunicação por celular. Foram justamente as duas áreas privatizadas pelo Governo anterior. O Governo Lula conseguiu evitar a tragédia maior que teria sido a dilapidação da estrutura pública do Brasil". (Fonte: Agência Informes)

Manhatan - Batida policial de Sexta Feira

Esqueci de comentar este fato que aconteceu no bar Manhatan, aqui na Zona 07 na sexta feira. Por volta das 24h, apareceu um monte de policial e foi fiscalizar o bar, fez todo mundo ir para a calçada, e pediu os documentos do local, pura frescurite. Depois da palhaçada da polícia, voltei a jogar minha sinuca e tomar minha cerveja, depois, fui pedir mais três fichas, nisso o coitado do dono do Manhatan, me contou que na confusão vários clientes foram embora sem pagar o que haviam consumido... e que por isto não estava mais fazendo comanda e teria que pagar a vista o que pegasse. Enfim, claro que entendi os motivos, mas fiquei triste de ver a tanto a ignorância da policia, quanto de vários estudantes da UEM quererem dar uma de esperto e ferrar o comerciante de um dos poucos bares que ainda resta na região. Foi vergonhoso ver tal atitude de pessoas que serão os futuros bacharéis de nosso país...

Radiohead do Multishow

Lamentável a postura da emissora ontem... prometeu incessantemente durante a semana que passaria o show ao vivo e na integra, porém na hora, além de passar o show com delay, cortou o show pela metade... deixando de fora várias músicas clássicas da bandas, inclusive as músicas finais, que eram as mais esperadas pelos fãs daqui como Fake Plastic Tree e Creep.... falo nada......

Caso Jade Barbosa

Eu brinco aqui no Blog, mas o caso é sério, até quando o Brasil vai tratar com descaso suas estrelas do esporte? Chega nas olimpiadas e tudo mundo quer medalha, agora durante o processo de preparaçao, ngm aparece para dar um apoio, ajuda e atenção, lamentável...

Veja a matéria:

21 março 2009

Resident Evil 5 - UOL Videoanalise

Deve ser animal este novo game da série... na expectativa para jogá-lo...

Jimmy Chamberlin sai do Smashing Pumpkins...

From SP.com

THE SMASHING PUMPKINS' BILLY CORGAN ANNOUNCES THE DEPARTURE OF JIMMY CHAMBERLIN FROM THE GROUP CORGAN SET TO HEAD INTO THE STUDIO TO CREATE NEW SMASHING PUMPKINS MUSIC

The SMASHING PUMPKINS' guitarist, singer, songwriter and founding member Billy Corgan has announced that drummer Jimmy Chamberlin has left the group. Chamberlin joined the band Corgan founded in Chicago in 1988 and played on all their albums except Adore (1998). Corgan will continue to write and record as SMASHING PUMPKINS with plans to head into the studio this spring.Oo

*

Infelizmente, o Smashing Pumpkins retorna ao zero de novo... sei lá... banda é dificil mesmo, muitos conflitos, egos e ambições... Mas espero que ele volte atrás...

Radiohead no Brasil


Deve ter sido animal o show ontem no Rio....... ow inveja......

20 março 2009

Quanto custa rechear seu Currículo Lattes

Essa não é uma coluna sobre cultura, é sobre educação. Mas o que tem mais a ver com a cultura do que a educação?

Todo estudante universitário já ouviu falar do Currículo Lattes, todo aspirante a Mestre ou Doutor decerto já fez o seu e àqueles com pretensões acadêmicas é imprescindível atualizar seu Lattes pelo menos duas vezes por ano. O Lattes é critério quase universal para seleções de programas de pós-graduação do Brasil e do exterior, além de ser fundamental nas bancas de contratação de professores universitários em concursos e editais. Mantido pelo CNPq, é uma forma democrática de centralizar as informações acadêmicas de todo país, permitindo aos pesquisadores encontrar colegas de áreas afins e, a quem seleciona, avaliar a produção científica do aspirante à vaga.

Os críticos dizem que o Lattes transforma todo o esforço intelectual dos pesquisadores em quantidade, em números, simplificando e até ridicularizando uma produção eminentemente qualitativa. Ocorre que no final do Lattes há uma tabela informando quantos artigos foram publicados, quantos livros ou capítulos de livros, de quantos congressos o fulano participou. Mas até aí nenhuma novidade, se você começou a ler este texto provavelmente já sabe o que é e como funciona o Currículo Lattes. A novidade é que um bom Lattes tem preço.

Com o crescimento dos cursos de pós-graduação no Brasil e o amadurecimento da Plataforma Lattes, a corrida por "qualificação" tem sido grande, e a lógica quantitativa acaba incentivando a formação de um verdadeiro "mercado acadêmico". Já havia percebido isso ao me inscrever em um congresso, no meu caso o da ABRAPLIP, mas poderia ser de qualquer área e em qualquer lugar. Se você quer que seu trabalho seja apresentado, antes da inscrição deve enviar um resumo e aguardar o aceite. Elaborei o resumo, nas normas que exigiam, e o submeti. Em poucas semanas, um e-mail informa que o trabalho foi aprovado, e o ingênuo aqui fica feliz da vida: vai no site, preenche a ficha de inscrição, imprime o boleto, paga no banco a taxa de cento e poucos reais (há eventos de R$ 300,00, R$ 500,00, e por aí afora, especialmente se você for da área de Medicina ou Direito). No dia da minha apresentação no evento, a surpresa: havia cinco pessoas na sala: um professor e quatro apresentando trabalhos. Público para quê? Discussão para quê? Afinal, dali sairemos com um certificado (enviado por e-mail), um CD-ROM e um número a mais no Lattes!

Evidentemente, a proporção não é um por um, mas tão evidente quanto é que os congressos hoje estão inchados com dezenas de apresentações de trabalhos, e o aceite desses é uma mera formalidade. Um trabalho medíocre será aprovado se não comprometer o evento e o autor lá estará, enquanto um aluno excelente que faça um artigo excelente mas por algum motivo não possa pagar a inscrição, ah, esse não estará lá. Afinal, sai caro um bom Lattes...
Mas vamos além, afinal de contas, poucos dos que se aventuram em cursos de pós-graduação não teriam dinheiro para a inscrição de um evento desses. E a passagem? E o hotel? E férias, para quem não tem bolsa? Sim, porque se você tiver pretensão de dar aula na USP, na UFRJ ou na UFRGS, é bom sua vida acadêmica não ficar restrita a Cacimbinhas, é bom você ter ido aos eventos nacionais mais importantes da sua área, ter contatos, viajar. E não espere algum desconto especial para viagens acadêmicas por parte das companhias aéreas. Muito menos bolsas oferecidas pelos cursos de pós-graduação, a não ser em raríssimos ― e discutíveis ― casos. Afinal, sai caro um bom Lattes...

Infelizmente, não é só isso. Estávamos tão acostumados a participar de congressos e pagar por isso, estamos tão satisfeitos em aproveitar esses eventos para fazer turismo pelo Brasil (ah, claro, ninguém acha que o controle de presença nesses eventos seja muito rigoroso, né?) que nem percebemos o quão injusta é essa lógica do "pagando bem, que mal tem". Quero ir além. De uns tempos para cá, tem se tornado comum no Brasil pagar pela publicação de artigos! Sim, os artigos científicos, tão puros, tão imparciais, tão citados como referência do conhecimento pela mídia, pelos nossos professores, publicá-los também tem um preço, e bem salgado.
Ainda não havia me acontecido isso, mas uma amiga da área da Enfermagem ousou submeter seu artigo de conclusão de curso para a Revista Gaúcha de Enfermagem e, adivinhem, o artigo foi aceito para a publicação com uma condição: ela e as outras duas autoras do artigo deveriam ser assinantes da revista para essa publicação, e, claro, isso tem um custo: R$ 130,00. Cento e trinta! Fiquei pensando se já aconteceu de alguém enviar artigo e ele não ser aceito, afinal cenzinho é cenzinho...

Pensei em reclamar para a UFRGS que uma revista com seu logotipo fizesse esse tipo de coisa, mas a Universidade está em férias. Entrei em contato, então, com a Ouvidoria do Ministério da Ciência e Tecnologia, a fim de denunciar esse tipo de abuso num país e numa universidade que lutam pela inclusão acadêmica de negros e pobres. A resposta, conclusiva, me fez perceber que o Lattes realmente tem preço:

Prezado Marcelo,A cobrança para publicação de artigos é prática frequente na área internacional, inclusive porque alguns periódicos científicos são bancados pelos próprios autores. A informação, pelos custos que envolve, resulta cara. No Brasil, esta prática ainda não está amplamente disseminada mas já é praticada, principalmente na área médica.No caso específico, segundo sua informação, o pagamento não é propriamente pelo artigo, mas para que ela se torne sócia da revista. Sugerimos que consulte a política editorial do periódico, que deve estar impressa na própria revista ou no seu site. A política editorial informa quais são os critérios utilizados para seleção e publicação de artigos.Nada obstante, caso ela não concorde com o critério, pode submeter seu artigo a outros periódicos que não exijam contrapartida financeira. Seguramente na sua área de especialização existem vários em todo o Brasil.Atenciosamente,Ouvidoria-Geral do MCT

Indignado, entrei em contato com minha orientadora de graduação, uma professora muito amiga, Doutora em Comunicação. E aí a professora me lembrou de que quando terminou seu Doutorado, recebeu pelo menos cinco cartas a parabenizando e a convidando a publicar seu belíssimo trabalho em livro. Mas, é claro, um livro acadêmico é sempre importante e, afinal, sai caro um bom Lattes. Caro quanto? Cinco mil reais.

Não posso concordar com essa lógica, e me surpreende que entidades como a UNE fiquem mais preocupadas com o preço da passagem de ônibus do que com esse tipo de descalabro. Não é novidade alguma que a seleção para os cursos de pós-graduação passam por critérios pessoais, políticos, nada objetivos, e no momento que se cria uma ferramenta para tornar a escolha um pouco mais democrática, admitiremos que essa ferramenta sirva para privilegiar os estudantes com mais poder aquisitivo? Sem demagogia, dessa forma algum pobre que entrou na universidade pelas cotas ou pelo Pró-Uni conseguirá ingressar em Mestrados e Doutorados a partir desse critério mercantilista?

Para mim, o caso é muito grave. São essas pessoas com Lattes recheados que irão lecionar nas universidades federais e particulares (e há aos borbotões), são elas que irão formar os futuros médicos, advogados, jornalistas, professores? E quais os valores que essa geração acadêmica tem a passar? O valor do "quanto mais, melhor", do "quem pode mais, chora menos"? E essa realidade, todos sabem, se reflete desde o Ensino Fundamental, onde as creches e escolas públicas são cada vez mais abandonadas e as particulares proliferam e profissionalizam-se. Mas aí já é assunto para outra crônica...

Charge


Matemática...


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18 março 2009

Radiohead no Brasil


Pena eu ser pobre e não poder ir...

Sem dinheiro, Jade faz promoção de camisetas para pagar tratamento

Po tadinha da Jade, o ruim é que a camisa é feia e cara, senao eu comprava, mas Jade, se estiver com muitos problemas, pode me ligar a vontade... estarei sempre a te ouvit...

Link: http://esporte.uol.com.br/ginastica/ultimas/2009/03/18/ult803u833.jhtm

17 março 2009

Delinquencia Academica

Lamentável a palestra inaugural dos cursos de graduação e pós-graduação em Ciências Sociais ontem no Nupélia, triste ver como algumas pessoas com doutorado e consideradas como intelectuais, se rebaixam para frescuras academicistas, se acham regionalistas, se auto marginalizam, pensando que o que vem de fora é o correto e o universal. Ontem a Pró Reitora de Cultura da UEM, saiu babando quando mencionou que o tal professor lá da disciplina de metodologia do doutorado dela na PUC/SP, passou apenas textos em francês... ela delirava, óóóóóhhhhhh!!!! "Agora nos tornaremos pesquisadores de verdade"... - abaixei a cabeça, decepcionante a afirmação... pensei na hora, "se um professor me desse apenas textos em frances, eu seria o primeiro a mudar de disciplina e acharia o professor um retardado e nao um intelectual, estou no Brasil, que fala portugues, entao vou ler textos em portugues", porém, sei que sou voto vencido nesta questão. infelizmente.... Lembrei também da polemica do Lula quanto a isso tb, ele que aonde vai fala portugues e nao outra lingua, ao contrário de presidentes anteriores, que tiravam o sapato para entrar em prédios, eram revistados, serviam vinhos importados e nao nacionais em eventos e conferencias, e falavam a lingua dos países que iam visitar... se achando o máximo com isso... quando na minha opinião, deveriam se envergonhar...

Depois o professor convidado, durante sua explanação falou lá um monte de coisas desconexas e ficou babando no Edgar Morin, um intelectual que admiro bastante, mas que poxa... uma coisa é admirar o trabalho da pessoa, outra é ficar puxando o saco, ficar a falar que sua metodologia é a melhor do mundo..... blá blá blá blá... não aguentei e fui embora...

Depois reclamam ainda que quando o Levi Strauss, outro intelectual que os Antropólogos daqui ficam a endeusar - e eu acho um saco, ao pesquisa no país, sai xingando os pesquisadores daqui por não produzirem uma ciência social própria do país, apenas copiam o que vem de fora... fico a pensar que parece que a universidade brasileira permanece colônia dos países europeus... eternamente, nós não temos capacidade, cultura, inteligencia... uma completa delinquencia academica... reproduzida incessantemente ao passar das geraçoes...

16 março 2009

Watchmen = Uma bela porcaria

Na boa, Watchmen é um lixo total, um dos piores filmes do ano, mas sei lá, deve ter gente que gosta de ser intelectualóide e fica a elogiar esta droga, o Alvaro Pereira Junior talvez seja a pessoa que melhor desmistificou esta porcaria de filme...

*

Contra "Watchmen" e os quadrinhos

OU MELHOR, contra "Watchmen" e as "graphic novels". É que botar "graphic novel" no título afastaria os não-iniciados. Vamos lá.

Dois críticos que respeito estraçalharam "Watchmen", o filme de Zack Snyder baseado na "graphic novel" de Alan Moore e Dave Gibbons. No "New York Times", A.O. Scott chamou a fita de "interminável". Na "New Yorker", Anthony Lane disse que é tão desagradável e longa quanto uma "cirurgia de grande porte" e tirou muito sarro das pretensões "literárias" e "eruditas" de Moore.

Lane despreza as frases "profundas" de que Alan Moore tanto gosta. Exemplo: "Esta cidade horrível, ela grita como um abatedouro cheio de crianças retardadas". Lane fuzila: "Eis aí um escritor fazendo força demais".

Já A.O. Scott aponta que "Watchmen" só teve apelo para um tipo de público: um universitário de segundo ano de faculdade no meio dos anos 80, com algum gosto pelo filósofo Nietzsche, uma grande coleção de discos e pelo menos um amigo nerd.
Bom, eu era esse cara. E foi mais ou menos nessa época (1988) que, incentivado pela minha namorada, li "Watchmen" e pirei.

Mas não sei se ainda tenho paciência para as filosofices sobre o tempo do dr. Manhattan (personagem de "Watchmen"). E, principalmente, para a necessidade que autores de HQs "sérias", como o próprio Moore e Neil Gaiman, têm de mostrar erudição, conhecimento histórico, domínio de técnicas narrativas complexas etc.
Entrei nos quadrinhos gringos pelo "Homem-Aranha", nos anos 70. Eram gibis-gibis, diretos ao ponto, e não gibis-romances cheios de literatices.

Chato, mas "graphic novel" é um gênero que há tempos não rola mais para mim. De congeladas no espaço- tempo, já chegam minhas idiossincrasias musicais. Da literatura e do cinema, espero mais. E torço para não ter perdido alguns amigos com esta coluna.

CD PLAYER - 09 MAR.
PLAY - Quadrinhos simples
Homem-Aranha, Batman, Super-Homem... Como seria bom se a vida fosse simples assim!

PAUSE - Batman do Frank Miller
O sensacional "Cavaleiro das Trevas" não tem culpa de ter aberto caminho para os quadrinhos "sérios".

EJECT - Quadrinhos "sérios"
Na boa, se eu quiser literatura vou ler William Faulkner e Thomas Mann.

Orkut perde sua maior comunidade para troca de músicas

Por DIÓGENES MUNIZ

editor de Informática da Folha Online

Quase 1 milhão de internautas amanheceram nesta segunda-feira (16) com uma comunidade a menos no seu Orkut. Após meses de queda de braço com representantes das gravadoras, a comunidade "Discografias" anunciou, no domingo à noite, seu fim.

Criado em novembro de 2005, o endereço abrigava 921 mil usuários cadastrados --o número de pessoas que a utiliza efetivamente ultrapassava 1 milhão, já que para acessar seu fórum não é preciso se inscrever. Ali, internautas compartilhavam links com álbuns musicais inteiros sem pagar nada. A organização e o volume de material fez com que o endereço se tornasse uma das principais plataformas na web brasileira para quem procura esse tipo de conteúdo.

"Informamos a todos os membros da comunidade 'Discografias' que encerramos as atividades devido às ameaças que estamos sofrendo da APCM [Associação Antipirataria Cinema e Música] e outros orgãos de defesa dos direitos autorais", diz uma nota publicada no Orkut, assinada pelos moderadores, que não se identificam. A nota não informa que tipo de ameaça estaria sendo feita contra eles.

Essa exclusão já era aventada pelo próprio Google, responsável pelo Orkut, desde 2008, conforme adiantou a Folha Online em outubro do ano passado. "Não é com o fechamento desta comunidade e outras equivalentes que as gravadoras irão aumentar seus lucros", afirmaram os moderadores, no comunicado de despedida.
Poucos minutos após o anúncio, a repercussão do caso tomou dezenas de blogs e twitters (microblogs), que protestaram madrugada adentro. Até a publicação desta reportagem, Google e APCM não tinham se pronunciado.
Guerra

No ano passado, a APCM já havia declarado guerra à comunidade, tida como sua principal inimiga na rede. "Em se tratando de música, ninguém tem mais arquivos que violam direitos autorais do que a 'Discografias'", disse à Folha Online Edner Bastos, coordenador antipirataria da associação que defende a propriedade intelectual.

A declaração acirrou os ânimos, fazendo circular um abaixo-assinado (que conta com 26 mil nomes) contra a exclusão do endereço. À época, a associação conseguia, com auxílio do Google, excluir alguns pedaços da comunidade, mas admitia ter problemas com o tamanho e a complexidade do fórum.

Os moderadores também chegaram a se defender, em entrevista por e-mail realizada em outubro último. "Muitas bandas, hoje, tanto no Brasil quanto no exterior, assumem que não fariam sucesso se não fosse a internet. Até o Presidente da República deu uma declaração favorável sobre 'baixar músicas da internet'. Ilegal e pirataria, na nossa opinião, é a venda de CDs piratas", disseram, sem sair do anonimato.

15 março 2009

Paraisópolis - SP


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Geraçao "Look at me"

Do blog do Ozai

*

Tenho Orkut, MSN, vários blogs, grupos e participo de redes sociais: Café História, Plaxo, Unyk e Multiply. Mantenho vários emails e, claro, conta no YouTube, álbuns de fotos no Picasa e rádio na LastFM. Embora esteja próximo ao cinqüentenário, sou da geração Look at me (Olhe para mim).
A geração Look at me está exposta full time na Web. Ela faz questão de se mostrar. De certa forma, vivemos a época do Big Brother World. Basta conectar-se e todos nos vêem e podemos vê-los. A revolução tecnológica, que inclui celulares e câmeras digitais, possibilita uma verdadeira devassa.Não faz muito tempo, ver fotos era uma atividade restrita à família e aos amigos mais próximos. Outro dia, fui à casa de uma família que não tem acesso à Internet. Após certo tempo, me trouxeram um monte de fotos para ver. Enquanto me mostravam as fotos, falavam sobre os contextos em que foram tiradas, quem eram as pessoas fotografadas, etc. Ela não tem câmara digital, mas já pensa em comprar.
Hoje, basta ter uma câmera digital e registramos as festas familiares, confraternizações, encontros com os amigos, as férias na praia, etc. Depois, quase que instantaneamente, as fotos são disponibilizadas nos fotoblogs, Picasa e, claro, no Orkut. Talvez vivamos a época de maior exposição e risco à privacidade.As imagens são acompanhadas de palavras. A geração Look at me expõe sentimentos, declarações apaixonadas, comentários sobre as amizades, etc. Exibem o que deveria se restringir à intimidade das relações. Alguns aplicativos, como o BuddyPoke, representam situações íntimas e até mesmo ridículas. Namora-se pelo MSN, Orkut, etc. Tudo se torna público! Até é possível informar como está o estado psicológico e o que você está faz no momento. E somos estimulados a informar sobre estas coisas. Tudo com muito amor e bom-humor!
Os sites de relacionamento permitem a configurar e controlar quem tem acesso aos dados, fotos, vídeos, etc. Mas a geração look at me nem sempre tem a preocupação com a preservação da privacidade. O fundamental é aparecer, se mostrar. Nem sempre há o cuidado com o que se escreve e o que se deixa visível. Se antes expúnhamos nossas confidências e cotidiano apenas aos amigos mais próximos, agora temos dezenas e centenas de amigos virtuais. Muitas amizades e exposição, pouca intimidade.Não obstante, tecnologia potencializa as possibilidades de comunicação. Na Internet descobrimos pessoas que há muito não víamos e somos descobertos. Tem-se, então, a chance de resgatar amizades e relacionamentos que se perderam com o tempo. Por outro lado, essas redes de relacionamento também possibilitam o fortalecimento dos laços virtuais, amizades que podem até mesmo se tornarem reais.As redes de relacionamento virtuais, como o Orkut, transformam até mesmo a prática docente. Pedagogicamente, é importante que o professor conheça seus alunos e estes se deixam conhecer. Por sua vez, também nos expomos ao olhar perspicaz deles. Essa comunicação, ainda que virtual, contribui para fortalecer os vínculos necessários ao processo de ensino-aprendizagem. Outros recursos, como os grupos de discussão e o simples uso do email, também favorecem a relação pedagógica professor-aluno. Por outro lado, estes recursos nos permitem divulgar nosso trabalho, opiniões, produção acadêmica, etc.

São estes objetivos que me levam a aderir, embora de maneira crítica, à geração look at me. É por isso que mantenho os sites, além dos blogs e grupos. Tudo isso me dá muito trabalho, mas é parte da minha práxis docente. E gosto e tenho prazer com o que faço. Ainda bem que inventaram a Web!

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