22 Dezembro 2010

21 Dezembro 2010

Petição Pública


Pessoal!

Ta rolando uma Petição Pública reivindicando para os profissionais da saúde, educação e segurança o mesmo reajuste de salário dos deputados.

Já assinei

Assine também!

Diferença entre os problemas dos Homens e das Mulheres


Muito bom esse quadro!

Representa a realidade!

19 Dezembro 2010

Acústico Comédia II - Eu não to nem ai pro planeta


Essa música realmente representou!!!

Marcelo Adnet, apresenta a versão acústica do hit pseudo engajadão Eu não tô nem aí pro planeta no especial Acústico Comédia MTV, acompanhado das cordas daFamília Lima.

Ironia rules!


Eu Não Tô Nem Aí Pro Planeta
Comédia MTV
Composição: Comédia MTV

Miséria, fome e destruição
Abandono da população
Desigualdade e corrupção
Assolando a nação
Mas todo mundo é irmão
E o que falta é mobilização
Por que não damos as mãos
E partimos para a ação
Mas é tão bom deixar a água jorrar
Jogar fora sem reciclar
Deixar tudo ligado:
Computador, Ar-condicionado
Secar as mãos várias vezes disperdiçando papel
Eu jogo o meu lixo pelo chão
O sinal abre eu faço logo fon-fon
Porque

Eu não tô nem aí pro planeta
A minha vida é uma micareta
Eu quero beber, dançar, pular, fuder
Depois vomito tudo em você
Eu sou um cara escroto
Poluo a tua água com esgoto
Quero doença putaria e sacanagem
Porque eu to nesse mundo de passagem
Eu não estou nem aí pra sua dor
Só me relaciono com o computador

Pago jabá pra isso tocar na rádio
Te jogo saco de mijo no estádio
Não respeito os meus parentes
Dou tapa na cabeça de crianças carentes
Passar de baixo da roleta e furar fila é tão bom
Sonego impostos e humilho o garçom
Eu compro pay per view do Ultimate Fight
Faço remixes escrotos pra tocar em boate
Bebo e não marco a cartela
Pego o cabelo e te chamo de cadela

Eu não tô nem aí pro planeta
A minha vida é uma micareta
Eu quero beber, dançar, pular, fuder
Depois vomito tudo em você
Eu espalho césio em Goiânia
Enriqueço o Urânio e arranco o marfim dos elefantes
Treinei Tilikum, a baleia assassina
Suborno fiscais do governo só por diversão
Participo de rachas
Com o meu filho pequeno no banco da frente

Eu não tô nem aí pro planeta
A minha vida é uma micareta
Eu quero beber, dançar, pular, fuder
Depois vomito tudo em você
Eu não tô nem aí pro planeta
A minha vida é uma micareta
Eu quero beber, dançar, pular, fuder
Depois vomito tudo em você

Revisitando o filme Opinião Pública de Arnaldo Jabor


Divulgo aqui no Blog o trabalho que realizei para a disciplina Sociologia da Arte oferecida pela prof Zuleika esta ano


Introdução:

Este trabalho tem com objetivo refletir sobre o filme Opinião Pública de Arnaldo Jabor analisando sua temática, suas condições de produção e relacionando-o com o contexto sociocultural da época utilizando como orientação teórica o artigo de Marcelo Ridentti, Artistas e intelectuais no Brasil pós-1960.

Foi no mínimo estranho e curioso ver um filme de Jabor. Conheço o cineasta de suas colunas dos programas jornalísticos da Rede Globo. Confesso que quando era mais jovem até dava alguma atenção à suas falas histéricas, ultimamente, até troco de canal quando ele começa a falar.

No entanto, é notório que Jabor tem um público fiel e é muito influente mundo afora por conta do alcance de divulgação que possui a rede de televisão da qual é contratado.

Minha vontade de saber mais sobre o cineasta para escrever este texto teve origem algum tempo atrás na biblioteca da UEM por acaso. Estava procurando informações sobre o filme Limite de Mario Peixoto me deparei com o livro Folha conta 100 anos de cinema, obra que é composta por várias resenhas e ensaios, sendo que um dos textos é de Jabor sobre o filme Terra em Transe de Glauber Rocha.

O texto logo me chamou a atenção e lendo-o fica evidente a denúncia sobre as “ilusões políticas” o “romantismo idealista” por desejarem mostrar e revolucionar a sociedade brasileira, por parte dos cineastas do movimento do Cinema Novo.

Argumentos semelhantes aos de Ridentti (2005) ao discorrer sobre o imaginário nos meios artísticos e intelectuais brasileiros na década de 1960.

A condição de país subdesenvolvido implica ao Brasil possuir altas taxas de mortalidade infantil, de analfabetismo, de natalidade ao lado de dados como baixa renda per capita, qualidade de vida da população e expectativa de vida.

Mudar estes dados era o desejo de intelectuais e artistas durante os anos 1950 e 1960. Vivia-se a euforia incitada por governos populistas como as gestões de Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek. As cidades inchavam e objetos tecnológicos eram lançados a cada momento.

No entanto, viviam-se as conquistas materiais do capitalismo, os novos hábitos modernos: fumar, comer fora, possuir carro, mas mantinham-se as condições periféricas da grande parte da população brasileira. Ou seja, a modernidade no Brasil chegava de forma desigual e através dos produtos industrializados, contudo, ela não representava uma vida com melhores condições de trabalho, ao contrário.

Permaneciam praticamente inalteradas as desigualdades sociais existentes no país, a precária distribuição de renda e a situação das famílias brasileiras. Mantinham-se as diferenças marcantes entre as várias regiões brasileiras determinadas por um tardio processo de industrialização que se concentrou, a princípio, na região Sudeste do país, expandindo-se posteriormente para o Sul e, só depois o Norte e Nordeste.

O trabalhador brasileiro tinha direitos assegurados por lei, mas que raramente eram cumpridos, evitava se reclamar e se organizar temendo o desemprego, trabalhava durante várias horas por dia e os salários não compensam a carga horária nem o esforço que o trabalhador precisa fazer.
Neste sentido, os artistas e intelectuais segundo Ridentti conjeturarvam uma alternativa de modernização que não implicasse a submissão ao fetichismo da mercadoria e do dinheiro, gerador da desumanização.

Por isto, Ridentti (2005, p. 84) mostra que a partir dos anos de 1950, no contexto social, econômico, político e cultural brasileiro, recuperar “o passado” na contramão da modernidade era indissociável das utopias de construção do futuro, que vislumbravam o horizonte do socialismo.
Ridentti (2005, p. 84) afirma que naquele contexto brasileiro, a valorização do povo não significava criar utopias anticapitalistas passadistas, mas progressistas; implicava o paradoxo de buscar no passado (as raízes populares nacionais) as bases para construir o futuro de uma revolução nacional modernizante que, ao final do processo, poderia romper as fronteiras do capitalismo.

Mas, mudanças sociais não ocorrem de uma hora para outra, demandam tempo e uma sucessão de fatores históricos. E ela ao final mostrou que o ciclo de revolução burguesa não se realizou, por uma série de motivos, apenas no campo imaginário ele se efetivou.
A queda dessas expectativas e anseios com o golpe de 1964, praticamente sem qualquer resistência organizada ou efetiva, foi devastadora nos meios artísticos e intelectualizados. Veio mostrar a esses grupos que a realidade brasileira era muito mais complexa e difícil do se poderia imaginar.


Cinema Novo

Jabor possui uma extensa e consagrada carreira cinematográfica, alguns de seus filmes tiveram relativo sucesso comercial e até ganharam divulgação no exterior. O cineasta começou sua carreira escrevendo críticas de teatro. Em 1962 edita a revista Movimento e freqüenta o cineclube da PUC-RJ. Dois anos depois faz o curso de cinema Itamaraty-Unesco. Realiza curtas – O circo e Os saltimbancos – e estreou no longa-metragem com o documentário Opinião pública (1967).
Produziu, em seguida, Pindorama (1970). Adaptou dois textos de Nelson Rodrigues: Toda nudez será castigada (1973) e O casamento (1975). Prossegueu com Tudo bem (1978), Eu te amo (1980) e Eu sei que vou te amar (1984). E recentemente voltou a filmar com A suprema felicidade (2010).

Jabor foi formado no ambiente do Cinema Novo, movimento cinematográfico brasileiro que teve início na segunda metade da década de 50, nascido para questionar as práticas da companhia cinematográfica Vera Cruz e todo o cinema anteriormente produzido por aqui.
Era um cinema feito para o povo, realizado com um desejo empírico tal como um texto de caráter sociológico. O movimento reuniu toda uma geração de cineastas decepcionados pelo ocorrido com a intenção de recriar (ou mesmo criar) o cinema nacional, dialogando com a realidade brasileira e o seu povo.

Discutiam nestes filmes e em seus escritos em jornais, livros e revistas quais eram ou deveriam ser as características do cinema brasileiro, sendo avessos às alienações culturais que as chanchadas refletiam.

Podemos afirmar que o cinema brasileiro era estrangeiro em próprio país, além das salas exibirem praticamente apenas filmes hollywoodianos e identificados com o ideal do estilo de vida americano ligados ao consumismo e aos dogmas capitalistas, os poucos filmes aqui produzidos eram cópias mal realizadas ou precárias de temas e estilos testados pelos estúdios americanos, fato que mostrava a incapacidade dos cineastas brasileiros em copiar os filmes americanos.

Os cineastas do Cinema Novo com o desejo de incutir no público a consciência de sua própria miséria. Transformaram o subdesenvolvimento e as precariedades de produção em uma estética. No entanto, a idéia base do Cinema Novo já era discutida a partir dos anos 50, grupos de jovens e criadores sentiram a necessidade de construir uma identidade verdadeiramente brasileira e que não estivesse atrelada à linguagem estética cultural estrangeira e muito menos dependente da produção norte-americana como referência.

Os cineastas do movimento almejavam um cinema mais próximo ao real, com forte influência do cinema europeu, com um custo reduzido e com um intenso diálogo sobre as questões sociais brasileiras.

As características comuns eram a preocupação e intenção básica em descobrir, estudar, conhecer, interpretar, focalizar, revelar e recriar esteticamente a realidade social brasileira e influenciar o contexto.

Fatores que Guido Bilharinho (1996) afirma que por si só, constituíram uma plataforma programática, enfeixando um complexo de sugestões, impulsos, variantes, perspectivas, possibilidades e, também, imposições, condicionamentos e limitações.

Se dispuseram a realizar filmes de autor, baratos, com preocupações sociais e enraizados na cultura brasileira dentro de uma perspectiva crítica, contestadora e cultural na esteira do lema "uma câmera na mão e uma idéia na cabeça".

Desta forma, o Cinema Novo pela primeira vez, projetou o cinema brasileiro coletivamente no plano internacional, colocando o país definitivamente no mapa do cinema mundial.

Segundo Ridentti:

Vislumbrava-se uma alternativa de modernização que não implicasse a submissão ao fetichismo da mercadoria e do dinheiro, gerador da desumanização. A questão da identidade nacional e política do povo brasileiro estava recolocada, buscava-se ao mesmo tempo recuperar suas raízes e romper com o subdesenvolvimento, o que não deixa de ser um desdobramento à esquerda da chamada era Vargas, propositora do desenvolvimento nacional com base na intervenção do Estado.

O Cinema Novo foi verdadeiro um divisor de águas para a produção e prática cinematográfica brasileira. Ele pode didaticamente ser divido em três fases, a primeira fase 1960 a 1964, abordava o cotidiano popular e a mitologia nordestina, nesta fase nomes como o de Nelson Pereira dos Santos, Ruy Guerra, Luiz Carlos Barre, Glauber Rocha, entre outros, foram os cineastas que buscavam os verdadeiros objetivos de uma real cinematografia brasileira.

Jabor participou da segunda fase do movimento foi de 64 a 68 e abordava os equívocos da ditadura militar e da política. Filmes como O Desafio (1968) de Gustavo Dahl e Terra em Transe (1967) de Glauber Rocha, foram os mais marcantes desta fase.

A terceira fase teve influência do tropicalismo, compreendida de 1968 a 1972, expressou o exótico nacional. Macunaíma, de 1969, foi um dos filmes que marcaram esta época. Entretanto, o recrudescimento da ditadura militar especialmente com a decretação do Ato Institucional n° 5 (AI-5) em 1968, teve um efeito de golpe mortal no Cinema Novo enquanto movimento cinematográfico articulado.


Documentários


O filme documentário teve papel saliente no Cinema Novo, alcançando alguns deles repercussão e influência. Eles tiveram como objetivo cruzar problemas da sociedade brasileira e da linguagem cinematográfica. E os temas mais abordados estavam fortemente ligados ao subdesenvolvimento do país.

Francisco Elinaldo Teixeira (2006, p. 253) observa que a palavra documentário, usada para nomear um domínio específico do cinema, começou a se estabelecer no final dos anos 1920 e início dos anos 1930, sobretudo com a escola documental inglesa, embora já figurasse antes em um ou outro texto. Ela traz as marcas de sua significação, surgida na segunda metade do século XIX no campo das ciências humanas, para designar um conjunto de documentos com a consciência de “prova” a respeito de uma época. Possui deste modo, uma forte conotação representacional, ou seja, o sentido de um documento histórico que se quer veraz, comprobatório daquilo que “de fato” ocorreu num tempo e espaço dados. Aplicada ao cinema por razões pragmáticas de mobilização de verbas, ela desde então disputou com a palavra ficção essa prerrogativa de representação da realidade e, conseqüentemente, de revelação da verdade.

Estabelecer asserções sobre o mundo é a essência do documentário. Este gênero cinematográfico se caracteriza pelo compromisso com a exploração da realidade. Mas dessa afirmação não se deve deduzir que ele represente a realidade tal como ela é. O documentário, assim como o cinema de ficção, é uma representação parcial e subjetiva da realidade. Contudo, por sua força narrativa e o poder de expressão das imagens e dos sons, o público tende a acreditar no cinema documentário como reprodução do real.

Jean-Claude Bernadet (2003) nos lembra que o documentário é um discurso cuja compreensão está ao alcance da razão e da emoção. O documentário coloca os próprios vivenciadores de determinada realidade narrando suas impressões e experiências muitas vezes de forma contraditória ao tema da produção, mas contribuindo como exemplo da complexidade da realidade abordada, permitindo ao espectador suas próprias conclusões.

Por isto, Bernadet (2003) observa que devemos entender esta produção como uma possibilidade de “produção de um olhar” sobre a realidade e não omite que esta visão pode gerar muitas outras interpretações. Estes filmes têm uma grande preocupação em não somente informar, mas também apresentar suas análises e suscitar um debate com seus espectadores.


O filme


Opinião Pública foi realizado em 1967, três anos após o golpe militar de 64. É o primeiro longa metragem de Jabor. Inspirado nas inovações estéticas e técnicas do Cinema Verdade , que tem como carro chefe Jean Rouch de Crônicas de Verão, o cineasta faz uma pretensiosa análise da mentalidade da classe média brasileira, criticando com indignação e ironia o seu conservadorismo e “ingenuidade”, ao apoiar (ou se omitir) a derrubada do regime democrático no país e a não preocupação ou ainda, a não responsabilização com os rumos sociais e políticos do país.

A classe média carioca é examinada através de depoimentos colhidos de estudantes, funcionários públicos, ídolos da juventude, militares, famílias burguesias e outros realizados a partir de incursões do cineasta em rituais sensacionalistas, místicos, políticos e também de ironias com propagandas dos meios de comunicação.

Na montagem são utilizadas algumas cenas de Maioria Absoluta (1965) de Leon Hirszman. Porém, o filme destoa do tom geral dos filmes sobre a ditadura militar ao não fazer menção direta ao Estado autoritário.

Menos ressentido que Terra em Transe, o filme de Jabor procura, por trás do aparato de narrador over, ouvir a "opinião pública". Entrecortado entre os mais diversos embaraços cotidianos, o que se monta é um quadro de decadência da sociedade brasileira, marcada pelo seu conservadorismo, machismo e suas pequenas violências simbólicas cotidianas.


A “espontaneidade” do povo na tela


Tudo o que verão é aqui é típico. Fugimos do exótico e do excepcional e procuramos as situações, os rostos, as vozes e os gestos habituais. Isso porque, refletidas numa tela, as coisas parecem comuns e eternas se revelam estranhas e imperfeitas


Filmes documentários chamam a atenção pela capacidade que possuem de discorrer sobre temas polêmicos do cotidiano das pessoas. Na época de seu lançamento é provável que o filme tenha gerado repulsa ou vergonha aos seus pares. Hoje, porém, ele nos permite perceber certa dinâmica do período ditatorial e a despolitização dos movimentos sociais que o regime forçou.
No filme, o “povo” (sempre idealizado) apóia (ou se omite) a repressão e a liquidação de seus direitos. Expondo uma sociedade aparentemente passível à crise, ao autoritarismo e à fome.

Com gravador na mão e câmera ligada, o cineasta procura saber o que os entrevistados pensam sobre diversos assuntos, mais precisamente o significado da expressão “opinião pública”. Dentre as questões abordadas, surgem reflexões interessantes a respeito das condições do povo para articular idéias e a possível manipulação da informação para as massas.

É interessante notar que a câmera por vezes age no lugar dos personagens. Se, por um lado, percebe-se a necessidade ouvir as pessoas, que contrastam os desejos por esperança para os rumos do país com depoimentos que demonstram a alienação para com questões sociais; por outro lado, o filme deixa sempre as suas falas incompletas, cortadas, não os deixando falar até o fim.

Assim que diagnóstico é feito, corta-se a fala e o narrador entra para julgá-la, invariavelmente reprovando e desmerecendo o que foi dito. O filme deixa falar e ouve o que quer. Desse modo, aproxima-se de Terra em Transe, embora busque encontrar as raízes do golpe por baixo e não por cima, como fez Glauber.

O que surpreende logo no início do filme foi a maneira como os jovens cariocas da época, apesar do gestual, das roupas e da linguagem, se assemelham aos de atualmente: há uma indefinição, uma insegurança quanto ao futuro, uma falta de direção que julga-se ser próprio desta geração.
Já fui por vezes levado a acreditar que este espírito de desilusão se instalara apenas após eventos tal como a queda do muro de Berlim. Mas, vendo o filme, damo-nos conta de que a desilusão, ou o desengano, não é privilégio de época nem de classe.

Neste sentido, são muito interessantes as cenas onde é mostrada uma mulher fazendo uma avaliação negativa de sua vida, narrando a decadência material de sua casa e sua família, enquanto o marido vivia em "farras", e com a seqüência da narrativa, a mesma mulher ironicamente voltando e se destacando ao ensinar algumas garotas "recatadas" sobre relacionamentos e a posição delas na sociedade.

Assim, a narrativa mostra uma sociedade em movimento, mas comprometida, ambígua, sem esperança e decadente, muito diferente das cenas combativas que acostumamos ver nos filmes do Cinema Novo.
O objetivo foi mostrar de que maneira a falta de organização e de consciência política da classe média brasileira foi direta e indiretamente responsável pelo retrocesso político do país.
O filme de Jabor ilustra um pouco o povo que as organizações de esquerda nunca encontraram na sua luta. A partir do filme, fica mais evidente o grau de descolamento existente entre as expectativas desses grupos e o seu poder de recepção por uma sociedade que, se não era um espelho não menos podre da ditadura que os governava, tinha com esse governo muitas afinidades, expressas não na vida pública ou nas idéias políticas, mas na sua miséria privada.

Conclusão


Apesar de Opinião Pública sofrer com a precariedade técnica, os mesmos problemas que atacaram boa parte das produções brasileiras realizadas antes da década de 90 e que talvez tenha rendido ao nosso cinema a má fama que possui entre os brasileiros.

Jabor conseguiu fazer de Opinião Pública um retrato doloroso da classe média brasileira, mostrando sua desresponsabilização a respeito dos rumos políticos e sociais do Brasil. Idealista ou não, é um registro precioso pela sua peculiaridade na filmografia na época da ditadura e um contraponto às produções da primeira fase do Cinema Novo.

Referências bibliográficas:
AUMONT, Jacques e MARIE, Michel. Dicionário teórico e crítico de cinema. 2.d. São Paulo: Papirus, 2006.
BILHARINHO, Guido. Cem anos de cinema brasileiro. Uberaba: Instituto Triangulino de Cultura, 1997
GOMES, Paulo Emílio Salles. Cinema: Trajetória no subdesenvolvimento. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1986.

RIDENTI, Marcelo. Artistas e intelectuais no Brasil pós-1960. Tempo Soc., São Paulo, v. 17, n. 1, jun. 2005. Disponível em . Acesso em 09 dez. 2010.
TEIXEIRA, Francisco Elinaldo. Documentário Moderno. In. MASCARELLO, Fernando (org.). História do cinema mundial. Campinas: Papirus, 2006.

Especial: 21 charges de Carlos Latuff


O cartunista Latuff mais uma vez captou com precisão o momento na Faixa de Gaza. A charge abaixo, mais que humor, trás o drama do massacre promovido por Israel contra o povo palestino.

Outras charges de Carlos Latuff:

21 - 20 - 19 - 18 - 17

16 15 - 14 - 13 - 12

11 - 10 - 9 - 8 - 7

6 - 5 - 4 - 3

Estatísticas - Para que serve a televisão

Atualmente é para isso mesmo...

Lula e o Wikileaks


Trecho do discurso do presidente Lula em evento de balanço dos quatro anos do PAC em que presta solidariedade ao Wikileaks, que recentemente vazou mensagens da diplomacia americana. Vídeo: Ricardo Stuckert/PR

17 Dezembro 2010

WikiLeaks: Serra queria entregar pré-sal para americanos



Segundo telegrama do WikiLeaks, Serra prometeu alterar regras caso vencesse. Assessor do tucano na campanha confirma que candidato era contrário à mudança do marco regulatório do petróleo.

As petroleiras americanas não queriam a mudança no marco de exploração de petróleo no pré-sal que o governo aprovou no Congresso, e uma delas ouviu do então pré-candidato favorito à Presidência, José Serra (PSDB), a promessa de que a regra seria alterada caso ele vencesse.

É isso que mostra telegrama diplomático dos EUA, de dezembro de 2009, obtido pelo site WikiLeaks (www.wikileaks.ch). A organização teve acesso a milhares de despachos. A Folha e outras seis publicações têm acesso antecipado à divulgação no site do WikiLeaks.

“Deixa esses caras [do PT] fazerem o que eles quiserem. As rodadas de licitações não vão acontecer, e aí nós vamos mostrar a todos que o modelo antigo funcionava… E nós mudaremos de volta”, disse Serra a Patricia Pradal, diretora de Desenvolvimento de Negócios e Relações com o Governo da petroleira norte-americana Chevron, segundo relato do telegrama.

Um dos responsáveis pelo programa de governo de Serra, o economista Geraldo Biasoto confirmou que a proposta do PSDB previa a reedição do modelo passado.

“O modelo atual impõe muita responsabilidade e risco à Petrobras”, disse Biasoto, responsável pela área de energia do programa. “Havia muito ceticismo quanto à possibilidade de o pré-sal ter exploração razoável com a mudança de marcos regulatórios que foi realizada.”

Segundo Biasoto, essa era a opinião de Serra e foi exposta a empresas do setor em diferentes reuniões, sendo uma delas apenas com representantes de petroleiras estrangeiras. Ele diz que Serra não participou dessa reunião, ocorrida em julho deste ano. “Mas é possível que ele tenha participado de outras reuniões com o setor”, disse.

Senso de urgência

O despacho relata a frustração das petrolíferas com a falta de empenho da oposição em tentar derrubar a proposta do governo brasileiro.

O texto diz que Serra se opõe ao projeto, mas não tem “senso de urgência”. Questionado sobre o que as petroleiras fariam nesse meio tempo, Serra respondeu, sempre segundo o relato: “Vocês vão e voltam”.

A executiva da Chevron relatou a conversa ao representante de economia do consulado dos EUA no Rio.

A mudança que desagradou às petroleiras foi aprovada pelo governo na Câmara no começo deste mês.

Desde 1997, quando acabou o monopólio da Petrobras, a exploração de campos petrolíferos obedeceu a um modelo de concessão.

Nesse caso, a empresa vencedora da licitação ficava dona do petróleo a ser explorado -pagando royalties ao governo por isso.

Com a descoberta dos campos gigantes na camada do pré-sal, o governo mudou a proposta. Eles serão licitados por meio de partilha.

Assim, o vencedor terá de obrigatoriamente partilhar o petróleo encontrado com a União, e a Petrobras ganhou duas vantagens: será a operadora exclusiva dos campos e terá, no mínimo, 30% de participação nos consórcios com as outras empresas.

A Folha teve acesso a seis telegramas do consulado dos EUA no Rio sobre a descoberta da reserva de petróleo, obtidos pelo WikiLeaks.

Datados entre janeiro de 2008 e dezembro de 2009, mostram a preocupação da diplomacia dos EUA com as novas regras. O crescente papel da Petrobras como “operadora-chefe” também é relatado com preocupação.

O consulado também avaliava, em 15 de abril de 2008, que as descobertas de petróleo e o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) poderiam “turbinar” a candidatura de Dilma Rousseff, então ministra da Casa Civil.

O consulado cita que o Brasil se tornará um “player” importante no mercado de energia internacional.

Em outro telegrama, de 27 de agosto de 2009, a executiva da Chevron comenta que uma nova estatal deve ser criada para gerir a nova reserva porque “o PMDB precisa de uma companhia”.

Texto de 30 de junho de 2008 diz que a reativação da Quarta Frota da Marinha dos EUA causou reação nacionalista. A frota é destinada a agir no Atlântico Sul, área de influência brasileira.

Folha de S. Paulo

*

Porque eu não me surpreendo com esta notícia?

Imagens históricas - Nosferatu


Tem filme que nunca envelhece mesmo!

Vi Nosferatu esses dias com a Michelli e buuuuuuuuuuuuuuuuu!!!!

Engraçado, ele ainda assusta e tem um clima tenso impressionante! Imagina o que ele representou em 1922 ano de seu lançamento!

Nosferatu é um clássico expressionista do cinema mudo de F. W. Murnau, baseado no célebre romance Drácula de Bram Stoker, embora com nomes de personagens e lugares alterados, pois os herdeiros do escritor não concederam a Murnau autorização para realizar este filme.

Em 1838, Hutter, agente imobiliário que mora em Wisborg (referência a cidade atual de Wismar), atravessa os Montes Cárpatos para vender uma casa em sua vizinhança ao proprietário de um castelo no Mar Báltico, o excêntrico conde Graf Orlock. Orlock é na verdade um milenar vampiro que, buscando por mais sangue, quer se mudar para a Alemanha. Ao chegar na propriedade que comprou, ele traz consigo grande terror e os habitantes acham que estão sendo vítimas da peste. A única que pode salvar as pessoas dos ataques do vampiro é Ellen, a esposa de Hutter, visto Orlock se sentir atraído por ela.

Outras imagens históricas


Prints

Clique na imagem para ampliar

Para não ficar com fama de lésbica???

Hahuahuahuahuauhauhahuahuauhauha

Estatísticas do Wes


Este gráfico mostra perfeitamente quando você chama o Wesley para ir ou fazer qualquer coisa que seja.

Perfeita a representação!

Dinâmica e didática...

Piada - Meios de transporte no céu


Um homem sofreu um acidente fatal e morreu, chegando ao céu São Pedro lhe dá uma BMW e lhe diz:

- Você nunca traiu sua esposa na sua vida, portanto esse carro é pra você andar no céu.

O próximo ganhou um corsinha porque tinha traído só um pouquinho. O seguinte ganhou um fusquinha porque tinha traído muito.

Em certo dia, o cara do fusquinha vê o da BMW parado no acostamento, puxando os cabelos, dando pontapés no carro... Então, o do fusca resolve consolá-lo:

- Você com um carrão desses, estressado desta maneira, e eu aqui com um fusca, feliz da vida, o que aconteceu?

Imediatamente o da BMW lhe responde:

- Minha mulher acabou de passar por aqui, de bicicleta...

A nós, povo brasileiro


Do Blog Anonimos do Brasil

Nós Anônimos não somos uma organização ou um grupo de pessoas. Também não somos um grupo de hackers ou de piratas da informática. Uma boa definição para nós é que somos uma Consciência Coletiva Online, composta por indivíduos diferentes que em determinados momentos tem idéias e objetivos parecidos e se unem para fazer algum tipo de ação, dispersando-se logo em seguida.

Mas há alguns casos em que a simples ação pela Internet não basta, por mais bombástica que seja. E esse reajuste de 63% que os congressistas brasileiros concederam a si mesmos se enquadra nesse caso.

Atualmente, além de seu salário elevado para R$ 26,7 mil, um congressista ainda recebe POR MÊS entre R$ 23 mil e R$34 mil para gastos com viagens, correio e telefones e ainda R$ 3.000,00 de “auxílio-moradia”, mesmo que ele more em Brasília. Ou seja, CADA congressista custa aos nossos bolsos entre R$ 52,7 mil e R$ 63,7 mil por mês

Alegam que estavam sem aumento desde 2007 e precisavam de um reajusta. Um reajuste de 20% acima da inflação acumulada? Qual foi o SEU aumento de lá pra cá? Você pode se reunir com seus companheiros ou colegas de trabalho e decidirem se querem aumentar seus salários e de quanto vai ser o aumento? Por que eles podem?

E o que podemos fazer diante disso?

O primeiro passo é mostrar a todos o que está acontecendo. Só assim as pessoas tomarão consciência do que os políticos aprontam as nossas custas e poderão ficar indignadas. Se todos ficarem indignados e mostrarem que estão indignados, os políticos irão perceber e terão que fazer alguma coisa. Não se pode enganar todo mundo o tempo todo.

Temos aqui uma cópia em PDF deste texto. Imprima. Tire cópias. Distribua. Cole em ônibus, metrô, postes, praças. “Esqueça” em seu serviço, na sala de aula, no barzinho que frequenta. Coloque nos meio de livros na biblioteca, dos panfletos de cantos de sua igreja.

Copie esse link ou esse post coloque no seu blog, Orkut, Facebook, Twitter, Tumblr, o que for.

Mostre que existem pessoas indignadas com essa situação e que qualquer um pode se juntar a elas para fazer algo.

Não vamos mais aceitar essa corja parasitando o nosso país.

Nós somos Anônimos.
Nós não perdoamos.
Nós não esquecemos.
Nós estamos em todos os lugares e em lugar nenhum.
Não podemos ser achados.
Não podemos ser combatidos.
Não podemos ser contados e nem nomeados.
Aguardem-nos.

“Nosso nome é Legião, pois somos muitos.” (Mc 5:9)

16 Dezembro 2010

Renata Fan chora ao vivo


E não é que a Renata Fan chorou ao vivo por conta da derrota do Inter, no Jogo Aberto!!!

KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

My Chemical Romance - "Na Na Na" (Official Music Video)


Olha...

Fazia tempo que não escutava uma música tão anárquica, revoltada e desesperançada!

O My Chemical Romance representou colocando um porrada sonora nas rádios cada vez mais politicamente correta...

Não a toa o videoclipe deste som foi censurado na MTV, pode reparar se por acaso voce assistir ao top 10 qualquer hora.

My Chemical Romance - "Na Na Na"

The future is bulletproof
The aftermath is secondary
It's time to do it now and do it loud
Killjoys, make some noise
Na Na Na Na Na Na Na Na Na
Na Na Na Na Na Na Na Na Na
Na Na Na Na Na Na Na Na Na
Na Na Na Na Na Na Na Na Na
Na Na Na Na Na Na Na
Drugs
Give me drugs
Give me drugs
I don't need it
But I'll sell
What you got
Take the cash
And I'll keep it
Eight legs to the wall
Hit the gas
Kill 'em all
And we crawl
And we crawl
And we crawl
You be my detonator
Love
Give me love
Give me love
I don't need it
But I'll take
What I want
From your heart
And I'll keep it
In a bag
In a box
Put an X
On the floor
Give me more
Give me more
Give me more
Shut up and sing it with me
(Na Na Na Na Na Na Na)
From mall security
(Na Na Na Na Na Na Na)
To every enemy
(Na Na Na Na Na Na Na)
We're on your property
Standing in V formation
(Na Na Na Na Na Na Na)
Let's blow an artery
(Na Na Na Na Na Na Na)
Eat plastic surgery
(Na Na Na Na Na Na Na)
Keep your apology
Give us more detonation
More!
Give me more!
Give me more!
Oh, let me tell ya 'bout the sad man
Shut up and let me see your jazz hands
Remember when you were a madman
Thought you was Batman
And hit the party with a gas can
Kiss me you animal
(Na Na Na Na Na Na Na)
You run the company
(Na Na Na Na Na Na Na)
Fuck like a Kennedy
(Na Na Na Na Na Na Na)
I think we'd rather be
Burning your information
(Na Na Na Na Na Na Na)
Let's blow an artery
(Na Na Na Na Na Na Na)
Eat plastic surgery
(Na Na Na Na Na Na Na)
Keep your apology
Give us more detonation
And right here
Right now
All the way in Battery City
The little children
Raised their open filthy palms
Like tiny daggers up to heaven
And all the juvi halls
And the ritalin rats
Ask angels made from neon and fucking garbage
Scream out "What will save us?"
And the sky opened up
Everybody wants to change the world
Everybody wants to change the world
But no one
No one wants to die
Wanna try, wanna try, wanna try
Wanna try, wanna try, now
I'll be your detonator
(Na Na Na Na Na Na Na)
Make no apology
(Na Na Na Na Na Na Na)
It's death or victory
(Na Na Na Na Na Na Na)
On my authority
Crash and burn
Young and loaded
(Na Na Na Na Na Na Na)
Drop like a bullet shell
(Na Na Na Na Na Na Na)
Dress like a sleeper cell
(Na Na Na Na Na Na Na)
I'd rather go to hell
Than be in purgatory
Cut my hair
Gag and bore me
Pull this pin
Let this world explode

Imagens históricas - A candidatura de Silvio Santos


Nas eleições de 1989 Silvio Santos decidiu se candidatar a presidência do Brasil. O Partido Municipalista Brasileiro decidiu lançar Silvio Santos e pra isso tirou o candidato Armando Corrêa para que Silvio fosse candidato em seu lugar.

Como as cédulas de votação já estavam impressas não haveria tempo para mudar o nome dos candidatos nas cédulas. Então Silvio santos gravou algumas propagandas pedindo para votarem no numero 26 com o nome de “Correa”, pois o nome dele não estaria nas cédulas de votação.

Infelizmente alguns dias antes das eleições o TSE cancelou a candidatura do Silvio pois o partido PMB possuía algumas irregularidades em seu registro. Pra nosso azar (ou sorte) após esse incidente, Silvio Santos nunca mais retornou a vida política.

Outras imagens históricas


Especial: 21 charges de Carlos Latuff


Latuff é foda!


Outras charges de Carlos Latuff:

21 - 20 - 19 - 18 - 17

16 15 - 14 - 13 - 12

11 - 10 - 9 - 8 - 7

6 - 5 - 4

14 Dezembro 2010

Internacional é eliminado do Mundial de Clubes



Coitado do Inter, eu até estava torcendo por eles...

Mas entraram com muito salto alto...

E tomaram de 2 a 0...

Serve de lição para o futebol nacional...


Charges - Old Rock n Roll

Huahuahuahuahauhauhau

Essa charge saiu na Revista Mundo Estranho

Alguém scaneou e colocou na Net...

Representou!

Prints

Clique na imagem para ampliar

Essa Pietra manolos...

=]

Novo Selo!

Oia pessoar!!1

Ganhamos mais um selo manolos!!

Eu sei, somos foda mesmo!

Causamos demais...

Mas não fique com inveja não!

Cause conosco!!!

E seja também reconhecido! Se destaque na multidão!

Hauhuahauhahuahuahuahuauhauhahuauhahuauhauhauhahuauhauhauhauha

Quem nos presenteou com este novo selo foi o Blog Thunder´s Empire

Aeows! Obrigado!

O selo tem regras são estas:

1° Mencionar quem indicou e disponibilizar link para o blog do remetente.
2° Fazer comentário no NeoWellBlog!
3° Indicar o selo para 8 (oito) blogs.

Indico os blogs q o Empire Indicou (to com preguiça hj!).



12 Dezembro 2010

José Murilo de Carvalho - A guerra no Rio



Em entrevista exclusiva, José Murilo de Carvalho comenta a situação atual da cidade do Rio e levanta questões importantes para nosso futuro.

José Murilo é historiador, membro da Academia Brasileira de Letras e da Academia Brasileira de Ciências. Participa há mais de 17 anos da ONG Viva Rio.

10 Dezembro 2010

25 anos do Nintendinho (NES)


Video enviado por Kblo Insano!

Vei eu joguei muito NES quando criança

As vezes quando da tempo ainda brinco com alguns games

São históricos! Alguns são bem melhores que os atuais de PS3 e XBOX 360!

Especial: 21 charges de Carlos Latuff


Charge de 2008, mas incrivelmente atual

Outras charges de Carlos Latuff:

21 - 20 - 19 - 18 - 17

16 15 - 14 - 13 - 12

11 - 10 - 9 - 8 - 7

6 - 5

Prints

Clique na imagem para ampliar

Essa Pietra hein manolos!

Tá saidinha...

Charges

Huahuahuahuahuahua

Representou!

Sem material, professor 'faz milagre' para lecionar em SP


Docentes da rede pública dizem que falta até lápis para atividades. Salários baixos e sem reajustes para a maioria também são criticados

Por: Suzana Vier, Rede Brasil Atual

São Paulo - Depois da progressão continuada, a falta de infraestrutura e salários são os principais problemas apontados pelos professores da rede pública estadual de São Paulo, ouvidos pela Rede Brasil Atual. Os materiais fornecidos pelo governo do estado para os alunos são insuficientes, o que obriga os docentes a reunir, reutilizar, reaproveitar materiais para atender os estudantes.

"Professor faz milagre, um lápis viram dois, as coisas se multiplicam", anuncia Cristina*, professora de biologia da rede pública estadual. "Eu vivo juntando borracha, caneta e lápis onde eu vejo sobrando para levar para a escola e emprestar aos alunos", descreve.

Das diversas atividades realizadas na escola, Paula*, professora de Língua Portuguesa, calcula que apenas 40% da infraestrutura e materiais necessários são oferecidos. "Os outros 60% são criação e esforço pessoal do professor pelo ensino", calcula. "O governo pode investir na escola, mas não investe no professor. O governo não prepara o professor para esse mundo moderno", dispara.

Tomé Ferraz, professor de física e matemática, das redes estadual e municipal de São Paulo, acredita que o governo estadual sobrecarrega e culpa os professores pela situação da educação no estado. "Ele (governo) joga a culpa das mazelas da educação sobre o professor", opina.

Ele preparou alunos da rede pública para a Olimpíada Brasileira de Física, deu aulas a mais, levou os jovens com seus próprios recursos para a competição e até no dia da premiação, na Universidade de São Paulo (USP), em São Carlos, e precisou arcar com os gastos. Na volta das atividades, teve o ponto cortado e os dias descontados. "A gente tem de fazer milagre", reclama.

Se faltam lápis e borracha no dia a dia dos alunos, para a disciplina ministrada por Tomé a situação é um pouco pior. "Não temos material. Como eu vou dar aula de calorimetria sem um calorímetro, sem substâncias químicas?", lamenta. Ele mesmo responde: "Fico frustrado porque vejo uma geração sendo perdida, mas no que depender de mim, vou comer giz até onde aguentar, porque o aluno não tem culpa", analisa.

"Professor faz milagre, um lápis viram dois, as coisas se multiplicam", anuncia Cristina, professora de biologia da rede pública estadual.
Tomé contraiu uma doença no cotovelo pelo uso contínuo da lousa. "Temos lousas imprestáveis. Perdi a força para dobrar os dedos", argumenta. Como tratamento, o físico teve de fazer fisioterapia e, agora, apaga a lousa com a mão direita, na tentativa de minimizar os problemas na esquerda.

Os colegas, aponta o docente, sofrem com problemas nas cordas vocais, por passarem o dia todo em sala de aula "gritando". "Eu sou resistente, mas o estresse e a frustração leva muitos colegas a adoecerem", diz.

Salário de barbeiro

Depois de 28 anos de magistério e com mestrado em Física Quântica, ele ganha R$ 500 na rede pública estadual. Somado à escola municipal, alcança remuneração de R$ 2.200, por 40 horas semanais. Tomé avalia que os professores têm a pior remuneração entre as carreiras de nível superior. "O que recebemos não é salário para um professor do maior estado da federação. Morando na capital, não dá para sobreviver", garante.

Ele compara o salário de um professor ao de seu próprio cabeleireiro. "No estado, a hora-aula é de R$ 7,58, já meu barbeiro, que cobra baratinho, ganha R$ 8, por um corte de cabelo de 15 minutos", exemplifica. Em função dos baixos salários, Tomé lembra que os professores de sua área estão em extinção. "Com poucas faculdades oferecendo o curso de Física e a dificuldade em chegar até o fim, é muito mais rentável ser funcionário da iniciativa privada", afirma.

Em 2009, ele chegou a ministrar mais de 300 horas de aulas por semana, com aulas de segunda a sexta nas redes públicas estadual e municipal e aulas particulares no final de semana, na casa de alunos, para um salário de R$ 3 mil. Neste ano, decidiu reduzir a carga para dar mais atenção ao filho adolescente. O jovem agradece, mas os problemas financeiros aumentaram. "Estou em uma situação de aperto financeiro, não consigo pagar todas as contas", reforça.

"Fico frustrado porque vejo uma geração sendo perdida, mas no que depender de mim, vou comer giz até onde aguentar, porque o aluno não tem culpa", analisa Tomé Ferraz, professor de física das redes estadual e municipal.

A falta de investimento na qualificação dos professores é outro problema, revela Tomé. "Tenho mestrado, fiz cursos na PUC e na USP, mas para o estado eu sou incompetente", critica por não evoluir na carreira há oito anos. A obtenção do mestrado também não foi computada para efeito salarial.

Desvalorização

Em Pernambuco, Tomé recebeu medalha de ouro e a comenda do mérito educacional "Professor Paulo Freire", pelo conselho estadual de educação do estado, por um projeto de incentivo aos alunos de cursos de licenciatura. "O estado de São Paulo não valoriza a formação do professor e também não oferece oportunidade para isso", condena. "Em oito anos, nenhum curso na área de física foi oferecido", cita. "Quando a secretaria estadual de educação oferece qualificação tem de ser fora do horário de aula, mas o professor com carga extrema de aula, como fica, então?", suscita.

Para Paula, o salário "é uma vergonha". "Você pega um professor de 20 anos no magistério que ganha R$ 1.500. E tem alunos que ganham isso em trabalhos elementares", revolta-se. "Estamos há dez anos sem aumento", protesta.

Há dois anos, o governo do estado criou, em lei aprovada na Assembleia Legislativa, um mecanismo que permite evitar reajustes. A Secretaria de Educação promove uma política de aumentos conforme o desempenho em provas de avaliação do professor e o de seus alunos. Apenas 20% dos profissionais são contemplados com correção salarial, enquanto s demais mantém os mesmos rendimentos.

Com remuneração deficitária e sem condições materiais de trabalho, os professores indicam que o desânimo como quase inevitável. "Tem professor que ministra aulas no estado, na prefeitura e na rede particular. Aí ele trabalha demais e não tem como preparar uma boa aula mesmo", sentencia Paula.

Rosana Almeida, professora de sociologia da rede pública estadual, defende a tese de que "desacreditar o professor é uma forma de não questionar a incapacidade de gerir a educação" e uma forma de terceirizar uma área que deveria ser essencial.

A docente passou em todas provas estabelecidas pelo governo estadual e em concurso público, mas até hoje não conseguiu ser efetivada. "É revoltante, você é testada, questionada e, depois ter provar sua capacidade todas as vezes", afirma, decepcionada com os rumos da educação.

*Os nomes de alguns entrevistados foram alterados a pedido dos professores

09 Dezembro 2010

Imagens históricas - Xuxa enrabada pela bicicleta


Antes de soltar a voz em seus discos, Xuxa Meneghel fotografou para a capa de alguns discos no inicio da década de 80.

O foto acima é a capa do disco " Disco'81" da gravadora SOM LIVRE.

O_O

Tão vendendo um exemplar dele no Mercado Livre por 25 conto!

Huahuahauhauhauahuahauauh

Quem te viu e quem te vê hein Xuxa!

http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-161721774-disco-81-c-xuxa-de-shortinho-curto-_JM



Outras imagens históricas

Especial: 21 charges de Carlos Latuff

Clique na imagem para ampliar

O sensacionalismo impera nos meios de comunicação

Outras charges de Carlos Latuff:

21 - 20 - 19 - 18 - 17

16 15 - 14 - 13 - 12

11 - 10 - 9 - 8 - 7

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails